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Luís Marques Mendes destaca "o facto mais marcante e histórico" do "grande amigo" Francisco Pinto Balsemão

Em "choque" com a "notícia triste" da "morte do amigo" Francisco Pinto Balsemão, Luís Marques Mendes destaca, no plano da vida política do fundador do PSD, o "contributo decisivo" que teve em 1982 para a revisão da Constituição, considerando que é "talvez o facto mais marcante e histórico de toda a sua vida em democracia". O candidato à Presidência descreve ainda o "doutor Balsemão como um exemplo e uma referência incontornável da liberdade de imprensa e informação em Portugal".

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“A grande palavra é de choque por uma notícia muito triste”. Luís Marques Mendes faz questão de, “em primeiro lugar", assinalar esta noite de terça-feira, 21 de outubro, “a morte de um amigo, de uma pessoa leal, vertical: perco um grande amigo”. Francisco Pinto Balsemão morreu esta noite aos 88 anos.

No plano mais geral, Marques Mendes destaca, na antena da SIC, que "Francisco Pinto Balsemão tem uma vida política absolutamente notável: deputado antes do 25 de Abril mas combatendo o regime, e depois para consolidar a democracia".

Além disso, lembra, foi “ministro num governo marcante de Sá Carneiro”, “primeiro-ministro num período muito difícil da democracia portuguesa” e, “sobretudo, fundador do PSD onde teve um papel histórico quer na fundação, quer depois na sua consolidação e implantação a nível nacional”.

Mas para Marques Mendes, há um momento marcante: “o contributo decisivo” que teve em 1982 para a revisão da Constituição. "Este é, talvez, o facto mais desvalorizado habitualmente na vida política mas é, a meu ver, talvez, o facto mais marcante e histórico de toda a sua vida em democracia. E que foi histórica para Portugal, acabou com o Conselho da Revolução, introduziu a consolidação civil do nosso regime, houve muita gente contra e era muito difícil fazer essa revisão".

"Mário Soares estava numa situação frágil, Freitas do Amaral não tinha o peso que mais tarde veio a ter, e o doutor Balsemão foi absolutamente decisivo e determinante provavelmente para a revisão mais marcante de todas as que aconteceram até hoje. Acho que ele ainda hoje não foi devidamente homenageado pelo papel notável que teve nesse ano e nessa revisão”

Além da vida política, acrescenta o candidato a Belém, “ele é um exemplo e uma referência incontornável da liberdade de imprensa e informação em Portugal”, com Marques Mendes a recordar que foi jornalista, fundador do Expresso ainda antes do 25 de Abril e depois fundador da SIC e “um grande lutador pela iniciativa privada no domínio da televisão”.

A fechar, Marques Mendes recorda, numa nota pessoal, a última intervenção pública que o doutor Balsemão fez "na qualidade de presidente da comissão política" da sua candidatura à Presidência da República.

“Só lhe posso estar eternamente grato pela relação de amizade que ele construiu comigo (...) e por este apoio que desde o primeiro me deu. Há momentos e pessoas que uma pessoa nunca, nunca esquece, e é o caso do doutor Pinto Balsemão”