No Prato do dia, vamos a Vagos conhecer uma receita em que a diferença começa logo nome. Há quem lhes chame rojões do bucho, rojões de torresmos. Ou até torresmo do rissol. Em Vagos, no distrito de Aveiro, em Vagos, são sainhas.
Albina Rocha e Alda Rodrigues, da Confraria das Sainhas, explicam como são feitas, do início ao fim.
Depois de lavadas e cortadas, as sainhas que hão de ser petisco vão ao lume numa caldeira.
Os temperos são poucos: água, sal, alho e louro. Mas faz a diferença depois um ingrediente especial.
"Perguntam-me muitas vezes como ficam tão boas. Temos um ingrediente especial: a paciência, porque demora muito tempo", confessa Albina Rocha.
Comem-se “com o que nós quisermos”
Durante mais de duas horas, estão ao fogão, pacientes, apenas mulheres da Confraria das Sainhas. Foram elas que ressuscitaram esta tradição esquecida.
As sainhas comem-se no final, com umas fatias de pão da terra, ou “com o que nós quisermos”
Elas encontram-se também à venda em vários restaurantes do concelho de Vagos.Normalmente, em pedaços mais pequenos, e como petisco de entrada.

