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André Ventura "não é um salazarista, mas apropria-se do discurso de Salazar"

Entre o fascismo e a extrema-direita europeia existe um fosso de um século. O tempo e o modo são outros, mas as marcas do fascismo estão vivas. Serão André Ventura, Santiago Abascal, Matteo Salvini e Marine Le Pen os herdeiros fiéis dos ideais fascistas do século passado? "O esqueleto saiu do armário" é o terceiro episódio da série de grandes reportagens "A Grande Ilusão".

No regresso de "A Grande Ilusão" é feita uma viagem pela herança dos partidos de extrema-direita europeia. Será detalhada a forma como André Ventura se apropria do discurso de Salazar, a influência que Benito Mussolini, o fundador do fascismo, tem em Matteo Salvini. E fica-se a conhecer as marcas de Franco em Santiago Abascal.

Entre o fascismo e a extrema-direita europeia existe um fosso de um século. O tempo e o modo são outros, mas as marcas do fascismo estão vivas. E neste episódio são identificadas uma a uma.

André Ventura "não é um salazarista, mas apropria-se do discurso de Salazar", porque sabe "que isso tem força, tem eco em Portugal".

"Portugal é um país extraordinariamente conservador, que ainda está muito preso à ideologia de Salazar, e ele vai buscar tudo isso. Está a ressuscitar todos esses fantasmas."

O jornalista Pedro Coelho explica que o que foi observado em Portugal, foi observado também em Itália, mas com "muito maior evidência".

"Matteo Salvini, sem nenhum complexo, vai buscar a herança política de Benito Mussolini de uma forma muito natural para ele."

A viagem passa também pelo País Basco, a terra natal de Santiago Abascal. O líder do VOX, defensor da grande Espanha, nasceu num dos territórios mais independentistas do país.

Utilizando a expressão de Nonna Mayer, uma investigadora francesa, eles "são todos um saco de gatos, não têm interesses coincidentes, a não ser alguns", explica Pedro Coelho.

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