A Câmara de Lisboa sabia que o jogo do Sporting com o Boavista ia ser transmitido nas imediações do Estádio José Alvalade, o que levou milhares de adeptos a juntarem-se no local.
A claque Juventude Leonina informou a autarquia quatro dias antes do jogo, que levou o clube dos leões a vencer o campeonato nacional, depois de 19 anos.
O Sporting garantiu que não participou na organização e que em nada contribuiu para a instalação dos ecrãs gigantes. À SIC, o clube esclareceu que houve reuniões com todas as entidades para planear os festejos.
Nestas reuniões, não houve consensos. A PSP foi contra o desfile do autocarro da equipa por Lisboa e apresentou alternativas, como a utilização de "um espaço amplo", de modo a que o ambiente pudesse ser controlado.
Um dia antes do jogo, o diretor nacional da PSP enviou um ofício ao Ministério da Administração Interna a pedir intervenção política para impedir o desfile, que acabou por acontecer e provocar ajuntamentos ao longo do percurso.
A Câmara de Lisboa também participou nas reuniões de planeamento. Após os festejos, lamentou os atos de violência e disse que em todo o processo houve a preocupação de diminuir o fluxo de pessoas nas ruas. Confirmou que recebeu o pedido de manifestação da Juve Leo e que o encaminhou para a PSP, como manda a lei.
Autoridades, clube e governo não assumem responsabilidades pelo que aconteceu. No entanto, o plano falhou e para evitar novos ajuntamentos, a autarquia da capital proibiu a presença de adeptos durante a homenagem da equipa do Sporting, no próximo dia 20, na Praça do Município.
