O Ministério Público (MP) arquivou a queixa por importunação sexual contra o treinador Miguel Afonso, antigo técnico das equipas femininas de futebol do Rio Ave e do Famalicão.
A investigação não encontrou indícios de crime de importunação sexual, punido com uma pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. Em causa está a queixa de um jovem de 16 anos, jogadora do Rio Ave.
Há, porém, mais jogadoras da equipa a acusarem o técnico de assédio sexual por terem recebido mensagens que consideravam inapropriadas.
Em 2022, Miguel Afonso garantiu estar inocente e disse estar a ser vítima de um "esquema criado".
O Ministério Público abriu, entretanto, um inquérito em que terá sido ouvida apenas uma das atletas, que de acordo com o Diário de Notícias, negou qualquer ato impróprio do treinador.
A magistrada decidiu agora arquivar esta queixa por entender que "não se mostra minimamente indiciada a prática de crime de importunação sexual de menor por parte do denunciado (no que à ofendida concerne)".
Apesar do arquivamento desta queixa, o treinador já foi punido pelo Tribunal Arbitral do Desporto, com uma suspensão de 35 meses, decidida pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
[Notícia atualizada às 16:35]