Coronavírus

Costa visitou indústria têxtil para ver os testes à produção de máscaras

Costa visitou indústria têxtil para ver os testes à produção de máscaras

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

João Pedro Tiago

João Pedro Tiago

Repórter de Imagem

Primeiro-ministro diz que o país não pode estar dependente de encomendar na China.

Especial Coronavírus

António Costa já o tinha dito no debate quinzenal. Nesta "maratona" do combate à Covid-19 em Portugal, o Governo voltou-se para uma colaboração com a indústria nacional para que se adapte às necessidades hospitalares.

O setor têxtil também já tinha dito que estava a reorientar a produção das empresas para o fabrico de fardamentos para profissionais de saúde, batas para doentes, roupa de cama e higiene e máscaras.

O problema principal está nas matérias primas e é preciso testar os equipamentos antes de os disponibilizar. Aí, o excesso de voluntarismo, avisou esta sexta-feira António Braz Costa, diretor-geral do CITEVE, Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, pode até ser prejudicial e tem que ser contido.

Foi assim que o primeiro-ministro viu, no Centro em Vila Nova de Famalicão, como estão a ser os testes às máscaras, através de uma transmissão vídeo dos laboratórios.

Depois, António Costa considerou que a reorientação da produção das empresas têxtil para esta área é essencial para o país porque "a Europa não vai poder voltar a correr o risco de ficar neste quadro de disrupção", dependente de encomendar da China. E revelou mesmo que, quando chegou ao aeroporto Sá Carneiro, na manhã desta sexta-feira, viu aterrar um avião que trazia uma encomenda de 4 milhões de máscaras que Portugal fez à China, que demora a chegar e que "é uma reserva que dá para uma semana".

António Costa espera ver a Europa "reiventar a sua organização produtiva" por causa das necessidades que a pandemia trouxe aos países.


Além do setor têxtil, nesta sexta-feira, a norte, o primeiro-ministro quis ir também conhecer o protótipo de ventilador que está a ser desenvolvido no Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel, em Matosinhos. Vários países recorreram à indústria automóvel em busca de soluções para a construção de ventiladores de uso hospitalar.

António Costa revelou, no debate quinzenal, que o CEIIA está "a trabalhar a 100%" para conseguir criar este tipo de equipamento e testar a capacidade de Portugal poder ter uma produção nacional de ventiladores.

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