Coronavírus

OMS aconselha testes à Covid-19 a todos os doentes que tiveram suspeita de pneumonia

Brian Snyder

A todos os pacientes com suspeita de pneumonia até ao final de 2019.

Especial Coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou hoje que os países que têm amostras de pacientes com suspeita de pneumonia até ao final de 2019 devem analisá-las para identificar possíveis casos de covid-19.

Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, afirmou que esses casos, anteriores à data em que a China relatou os primeiros casos da doença, podem facultar informação importante no estudo do vírus.

"Seria de grande importância que todos os países com casos não especificados de pneumonia em dezembro, ou mesmo em novembro, realizassem testes, e alguns já o fazem", disse o porta-voz.

Esta posição da organização surge depois de relatórios médicos da França e dos Estados Unidos terem identificado possíveis casos de covid-19 nesses países desde dezembro.

"Esses casos fornecem uma visão mais clara da pandemia", sublinhou Lindmeier, que considerou essencial que esse tipo de estudos tenha continuidade de forma a "entender melhor o potencial de contágio da covid-19".

O porta-voz explicou ainda que não seria estranho o coronavírus estar fora da China em data tão precoce, "uma vez que os primeiros casos da doença datam do início de dezembro e é possível que alguns dos infetados tenham viajado de Wuhan para outros países".

Mais de 251 mil mortos e 3,6 milhões de infetados em 195 países

A pandemia de covid-19 já matou 251.512 pessoas e infetou 3.595.970 em 195 países desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.104.600 pessoas foram consideradas curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 68.934 e 1.180.634, respetivamente. Pelo menos 187.180 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália, com 29.079 mortos em 211.938 casos, Reino Unido com 28.734 mortos (190.584 casos), Espanha com 25.613 mortos (219.329 casos) e França com 25.201 óbitos (169.462 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.881 casos (um novo entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.633 mortos (nenhum novo) e 77.853 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 145.612 mortos para 1.583.788 casos, Estados Unidos e Canadá 72.897 mortos (1.241.406 casos), América Latina e Caraíbas 14.415 mortos (272.061 casos), Ásia 9.506 morteos (252.541 casos), Médio Oriente 7.115 mortos (191.152 casos), África 1.843 mortes (46.857 casos) e Oceânia 124 mortos (8.174 casos).

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que um grande número de países está agora a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

Portugal é o 21.º país do mundo com mais óbitos e o 20.º em número de infeções

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1.074 mortes e 25.702 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.063 para 1.074, mais 11 - uma subida de 1% -, enquanto o número de infetados aumentou de 25.524 para 25.702, mais 178, o que representa um aumento de 0,6%.

O número de casos recuperados subiu de 1.712 para 1.743, mais 31 do que no dia anterior.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.