Coronavírus

Próximo ano letivo vai ter período inicial de recuperação de aprendizagens

JOSÉ COELHO / LUSA

Despacho publicado em Diário da República.

Especial Coronavírus

O calendário escolar do próximo ano letivo, publicado na sexta-feira em Diário da República, prevê um período inicial de recuperação das aprendizagens, especialmente dirigido aos alunos que não tenham tido "pleno acesso" ao ensino à distância.

"As atividades letivas iniciam-se com um período de recuperação das aprendizagens, que abrange as primeiras cinco semanas do 1.º período letivo", determina o Ministério da Educação no despacho, publicado em suplemento do Diário da República.

O executivo determina ainda que, sem prejuízo das medidas de recuperação previstas no desenvolvimento curricular para implementação durante o ano letivo, "as escolas concretizam um plano de trabalho especialmente dirigido ao desenvolvimento e consolidação dos conhecimentos, capacidades e atitudes cujo trabalho foi prejudicado" no ano letivo de 2019-2020, face aos constrangimentos resultantes da pandemia decorrente da covid-19.

O despacho aprova os calendários, para o ano letivo de 2020-2021, dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e dos estabelecimentos particulares de ensino especial e ainda o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário, concretizando o anunciado pelo ministro da Educação sobre mais dias de aulas e menos dias de férias no próximo ano letivo, ao encurtar a pausa letiva da Páscoa e prolongar a duração do ano letivo para os anos de escolaridade que não estão sujeitos a exame.

À semelhança dos outros anos letivos, o calendário escolar conta com três períodos, tendo as aulas início marcado entre 14 e 17 de setembro, com o primeiro período a terminar em 18 de dezembro de 2020, o segundo período começa a 04 de janeiro e estende-se até 24 de março de 2021.

O terceiro período começa numa terça-feira, 06 de abril, e termina entre 09 e 30 de junho, dependendo dos alunos com exames: os alunos do 9.º ao 12.º ano de escolaridade terminam em 09 de junho, os do 7.º ao 10.º em 15 de junho e o pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, em 09 de junho.

Governo suspende devolução dos manuais escolares

Apesar de ter anunciado na quinta-feira que ia manter a obrigação da entrega dos manuais escolares, esta sexta-feira, o Ministério da Educação voltou atrás e revelou que não será necessário devolver os livros.

Governo anuncia aumento das tutorias e reforço do crédito horário

Para além das regras anunciadas esta sexta-feira, o Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira outras medidas como "o aumento das tutorias e o reforço do crédito horário".

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou a aprovação da "resolução que estabelece medidas excecionais, temporárias, para a organização do ano letivo 2020/2021".

"Entre as medidas aprovadas nesta resolução está o aumento das tutorias e o reforço do crédito horário para as escolas que possam reforçar os apoios educativos e as aulas coadjuvadas", explicou a ministra.

De acordo com Mariana Vieira da Silva "trata-se de medidas de organização e funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, incluindo escolas profissionais, que garantam a retoma das atividades educativas e formativas, letivas e não letivas, em condições de segurança para toda a comunidade educativa".

Pacote de 125 milhões para a educação

Esta semana, no parlamento, o ministro da Educação anunciou um investimento de 125 milhões de euros para o reforço dos recursos humanos nos estabelecimentos de ensino, com o objetivo de facilitar o trabalho de recuperação do 3.º período.

"Temos neste momento um pacote financeiro com o valor global de 125 milhões de euros para podermos reforçar as nossas escolas, principalmente com recursos humanos", avançou então Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição regimental na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

Mais 11 mortes e 374 novos casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira a existência de 1.598 mortes e 43.156 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de quinta para sexta-feira, de 1.587 para 1.598, mais 11 em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 42.782 para 43.156, mais 374.

Há 495 doentes internados, menos 15 em relação a ontem. 72 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos, menos cinco face a quinta-feira.

O número de casos recuperados subiu de 28.097 para 28.424, mais 327.

Perto de 8 mil casos ativos de Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo