Coronavírus

Itália regista 17 mortes e 114 novos casos de Covid-19

Flavio Lo Scalzo

A região da Lombardia (norte de Itália) continua a ser a zona mais afetada do país.

Especial Coronavírus

Itália registou 17 mortes associadas à doença Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 34.984 o número de vítimas mortais contabilizadas no país desde o início da crise sanitária em fevereiro, foi esta terça-feira divulgado.

Ainda nas últimas 24 horas, os novos contágios pelo novo coronavírus no país foram 114, totalizando até à data 243.344 pessoas que estão ou estiveram infetadas com o novo vírus, de acordo com os dados fornecidos pela Proteção Civil italiana.

Também nas últimas 24 horas, um total de 335 pacientes foram dados como recuperados e curados da doença covid-19.

Desde o início da crise sanitária, a 21 de fevereiro, 195.441 pessoas conseguiram superar a doença em Itália. Atualmente, os casos de infeção positivos e ativos no país são 12.919, menos 238 em relação a segunda-feira.

A região da Lombardia (norte de Itália) continua a ser a zona mais afetada do país, acumulando 95.173 casos de infeção pelo novo coronavírus desde fevereiro.

Itália continua a tentar controlar curva de transmissão

Numa intervenção no Senado (câmara alta do parlamento italiano), o ministro da Saúde, Roberto Speranza, afirmou esta terça-feira que Itália continua a trabalhar para tentar controlar a curva de transmissão do novo coronavírus, realçando que o risco irá permanecer até que seja encontrada uma vacina.

Como tal, o ministro voltou a incentivar a população italiana a respeitar as medidas de segurança, incluindo o uso de máscara quando o distanciamento físico não é possível ser cumprido e a higienização das mãos.

Roberto Speranza referiu ainda que o governo italiano tenciona prorrogar as medidas preventivas pelo menos até 31 de julho, o que significa que o uso de máscara vai continuar a ser obrigatório em locais fechados e que as restrições de acesso ao país para cidadãos de países fora do Espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação) serão estendidas, ou seja, mantém-se a necessidade destas pessoas cumprirem duas semanas de quarentena.

Itália mantém "proibição de entrada e de trânsito" para cidadãos de 13 países

Itália mantém igualmente a "proibição de entrada e de trânsito" para cidadãos de 13 países, que, segundo Roma, apresentam um risco grande devido ao elevado número de casos de infeção.

Esta lista, segundo indicou o ministro italiano, será atualizada "constantemente". Os atuais 13 países são: Brasil, Chile, Panamá, Peru, República Dominicana, Arménia, Bahrein, Bangladesh, Bósnia-Herzegovina, Kuwait, Macedónia do Norte, Moldávia e Omã.

"Estamos em risco de importar de novo o coronavírus através de cidadãos de outros países ou até de italianos que regressem", disse o ministro da Saúde, destacando ainda que o país está a dar "atenção máxima" aos migrantes resgatados no mar, que devem cumprir duas semanas de quarentena a bordo de navios italianos no Mar Mediterrâneo.

Governo estuda prolongamento do estado de emergência

Em relação ao estado de emergência em vigor no país, que termina em 31 de julho, Roberto Speranza salientou que o governo está a estudar um eventual prolongamento, realçando, no entanto, que compete ao parlamento decidir a adoção da medida.

"Serei claro. Por enquanto, nenhuma decisão foi tomada, um Conselho de Ministros será convocado e o parlamento será o protagonista dessa decisão. Estou convencido de que o estado de emergência deve estar ligado a um período específico e limitado da nossa vida", concluiu o ministro.

Um dos países europeus mais afetados pela atual pandemia, a Itália iniciou, em maio, um plano faseado de desconfinamento da população e uma retoma gradual da atividade económica, após mais de dois meses de confinamento.

Desde que o novo coronavírus foi detetado na China, em dezembro do ano passado, a pandemia da doença covid-19 já provocou mais de 573 mil mortos e infetou mais de 13,12 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse (AFP).