Coronavírus

Primeiros norte-americanos podem ser vacinado contra a Covid-19 a 11 de dezembro

Agência do medicamento dos EUA vai avaliar candidatas a vacinas no início de dezembro.

Especial Coronavírus

Os Estados Unidos poderão iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19 nas primeiras semanas de dezembro, avança o responsável pelo programa de vacinação.

Segundo disse Moncef Slaoui à CNN, os primeiros norte-americanos poderão receber uma vacina contra o novo coronavírusa 11 de dezembro.

"O nosso plano é enviar as vacinas para os locais de vacinação nas 24 horas seguintes à aprovação (pela FDA) por isso espero que tal aconteça um dia ou dois depois da aprovação, a 11 ou 12 de dezembro".

A agência norte-americana do medicamento deverá reunir-se entre 8 e 10 de dezembro para aprovar as vacinas.

A da Pfizer/BioNTech e a da Moderna são as possíveis candidatas.

Avanços nas vacinas e tratamento contra a Covid-19

Este mês de novembro tem tido várias boas notícias sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2 bem como um tratamento novo.

► As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram na segunda semana de novembro que a sua vacina BNT162b2 contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes. Uma semana depois anunciaram ter concluído os testes com 95% de eficácia. A 19 de novembro o responsável da BioNtech revelou a possibilidade de a vacina poder começar a ser administrada antes do Natal e anunciaram que, no dia seguinte apresentam um pedido de emergência para aprovação junto da FDA.

► A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca - ChAdOx1 nCoV-19- demonstrou ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas na fase 2 do ensaio clínico. Os resultados finais vão ser apresentados "antes do Natal", assegurou o líder da investigação.

► O porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e no dia seguinte Putin garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

► A vice-Presidente russa anunciou que os testes clínicos da segunda vacina russa contra a Covid-19, a EpiVacCorona que está a ser desenvolvida pelo Instituto Vector, começam a 15 de novembro,

► O ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac chegou a ser suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina. Os testes foram retomados no dia 11.

► A 16 de novembro a farmacêutica Moderna revelou que a sua vacina experimental tem uma eficácia de 94,5%.

► A agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

Este tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

► A 21 de Novembro a FDA concedeu a autorização de emergência à empresa de biotecnologia Regeneron para a utilização no país do tratamento com anticorpos monoclonais que o Presidente dos EUA recebeu em outubro contra a covid-19.

Mais de 1,38 milhões de mortes no mundo

A pandemia de covid-19 matou, pelo menos, 1.381.915 pessoas no mundo, desde que foi relatado o início da doença na China, no final de dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP de hoje, a partir de fontes oficiais.

O balanço da Agência France Press (AFP) até hoje, às 11:00, contabiliza mais de 58.165.460 casos de infeção em todo o mundo, oficialmente diagnosticados desde o início da propagação - que a Organização Mundial de Saúde (OMS) veio a assumir como pandemia -- e, destes, pelo menos, 37.053.500 já são considerados curados.

No sábado, 9.021 novos óbitos e 580.396 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que contabilizaram o maior número de novas mortes nos seus relatórios mais recentes foram os Estados unidos da América (EUA) com 1.503 novas mortes, a Itália (692) e o México (550).

Os EUA são o país mais afetado em mortes e infeções, com 255.905 óbitos e 12.090.469 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos, 4.529.700 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos EUA, os países mais afetados são o Brasil (168.989 mortes e 6.052.786 casos), a Índia (133.227 óbitos e 9.095.806 infeções, o México (101.373 mortes e 1.032.688 casos) e o Reino Unido (54.626 óbitos e 1.493.383 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é a que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 134 óbitos por 100.000 habitantes, seguida pelo Peru (108), Espanha (91) e Argentina (82).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.431 casos (17 novos entre sábado e domingo), incluindo 4.634 mortes e 81.481 recuperações.

Até às 11:00 GMT de hoje, a América Latina e as Caraíbas totalizavam 433.865 mortes e 12.431.882 casos, a Europa 369.144 mortes e 16.253.491 casos e os EUA e o Canadá totalizavam 267.302 mortes e 12.414.386 casos, a Ásia 187.681 óbitos e 11.869.395 infeções, o Médio oriente 73.549 mortes e 3.106.525 casos, África 49.433 mortes e 2.059.651 infeções e a Oceânia 941 óbitos e 30.131 casos.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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