Coronavírus

Johnson & Johnson assegura que vacina contra a covid-19 é eficaz contra a variante Delta

ANTÓNIO COTRIM

Principal cientista da África do Sul garante que a vacina gera uma boa resposta imunitária durante 8 meses.

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Dados do estudo de um laboratório sul-africano mostram que a vacina contra a covid-19 da Janssen / Johnson & Johnson (J&J) é eficaz contra a variante Delta, que agora domina as novas infeções na África do Sul, anunciou a responsável do Conselho de Investigação Médica do país na sexta-feira.

"Todos os dados que temos indicam uma boa resposta imunitária imediata e sustentada contra a variante Delta e vemos uma surpreendente durabilidade na resposta imunitária para a dose única de J&J até oito meses", disse Glenda Gray em conferência de imprensa.

Os dados do estudo foram transmitidos para a plataforma de pré-publicação BioRxiv, para onde os cientistas podem enviar os seus trabalhos antes de uma eventual publicação numa revista científica, pelo que este estudo ainda não foi revisto pelos pares.

A África do Sul está a usar as vacinas da J&J e da Pfizer na sua campanha de vacinação.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Mais de 3,9 milhões de mortos no mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.949.567 mortos no mundo, resultantes de mais de 182,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os países com o maior número de mortos são os Estados Unidos, o Brasil, México, Rússia, a Índia e França.

Em Portugal, morreram 17.101 pessoas e foram confirmados 882.006 casos de infeção, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global