Coronavírus

Peritos vão sugerir levantamento de quase todas as restrições: o que está em causa

PATRICIA DE MELO MOREIRA

Proposta será feita na reunião do Infarmed desta quinta-feira. A SIC falou com alguns especialistas.

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Os peritos vão sugerir o levantamento de praticamente todas as restrições a partir do próximo mês. Ao que a SIC apurou, a proposta será feita esta quinta-feira, na reunião do Infarmed.

O final do verão já tinha sido apontado como o momento da libertação total. A semanas ou dias de atingir os 85% da população totalmente vacinada, os peritos entendem que essa é a altura certa para avançar.

A SIC sabe que o grupo de especialistas que tem aconselhado o Governo no processo de desconfinamento vai propor na reunião do Infarmed desta quinta-feira que quase todas as restrições sejam levantadas.

Certificados, uso de máscara e lotação dos espaços

Não deve acontecer tudo de uma só vez. A ideia é acabar, por exemplo, com o uso obrigatório de máscara e as lotações nos espaços, mas em determinadas situações pode ser necessário manter as regras. É o caso dos lares e dos transportes públicos. As escolas é um tema que ainda estará em aberto.

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A necessidade de apresentar certificado digital ou um teste negativo também é questionada pelos especialistas numa fase em que grande parte dos portugueses já vão estar protegidos.

Os peritos ouvidos pela SIC entendem que já não faz sentido manter a obrigatoriedade destas medidas. Mais importante será consciencializar as pessoas para que se mantenham alerta, sejam capazes de avaliar o risco e tomar decisões. Por exemplo, meter a máscara quando sentem que podem estar em perigo ou que estão a ficar doentes e não ir trabalhar com febre.

Há especialistas que pedem cautela

Esta é a posição da equipa que tem sido responsável pela estratégia de desconfinamento, mas na reunião do Infarmed de quinta-feira há especialistas que defendem uma postura mais prudente.

Também sem querer falar publicamente antes do encontro, um outro perito disse à SIC que este é um período positivo de precaução e que é preciso ter em conta que a pandemia ainda não acabou. Os números devem, por isso, ser acompanhados de perto para o caso de ser necessário recuar.

Esta reunião tem sido apontada pelo Governo como fundamental para definir os próximos passos no plano de vacinação, na discussão sobre uma possível terceira dose e na transição para os centros de saúde que ainda está a ser desenhada.

Que restrições vão mesmo ser levantadas e se o desconfinamento avança antes ou depois das autárquicas cabe ao governo decidir.

"Nós já ganhámos a este vírus"

Gouveia e Melo, assumiu que Portugal "já ganhou a este vírus".

"Nós já ganhámos a este vírus, pelo menos, a primeira batalha está ganha e isso é um grande alívio para todos nós", assumiu hoje o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo em Viseu, na cerimónia de abertura da Escola secundária Alves Martins, onde estudou com 15 anos.

À margem da cerimónia, justificou aos jornalistas que a batalha está ganha, "porque a incidência está a cair apesar do estado de desconfinamento" em que o país se encontra, já depois do período de férias e da presença de estrangeiros.

"O processo de vacinação venceu o vírus e agora temos de começar a aprender a reganhar a nossa liberdade e a nossa vida. É isso que temos de fazer, claro que com alguns cuidados. Temos de ser inteligentes, também não podemos ser descuidados", alertou.

Com a taxa de vacinação a atingir "quase os 86% das primeiras doses", sendo que "normalmente um mês depois atinge-se o mesmo em termos de segunda dose ou vacinação completa", o vice-almirante disse estar satisfeito com o resultado.

"O processo de vacinação ajudou-nos imenso nisto e nós estamos verdadeiramente satisfeitos, enquanto comunidade, devemos estar verdadeiramente satisfeitos connosco próprios, porque foi uma pequena taxa de pessoas negacionistas que fez com que chegássemos a este processo, com esta taxa imensa de vacinação completa", destacou.

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