Presidenciais

Presidente do CDS apela ao voto em Marcelo nas Presidenciais

JOÃO RELVAS

Francisco Rodrigues dos Santos pediu "à direita que não se deixe enganar" por candidaturas "centradas nos interesses individualistas".

O presidente do CDS-PP apelou esta sexta-feira ao voto em Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato presidencial apoiado pelo partido, e pediu "à direita que não se deixe enganar" por candidaturas "centradas nos interesses individualistas" e partidários.

"Neste dia, eu faço um apelo a toda a direita para que no domingo vá votar e possa resolver esta eleição à primeira volta, elegendo Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente de todos os portugueses", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

Em declarações à agência Lusa na sede nacional do CDS-PP, em Lisboa, o líder centrista destacou que as eleições presidenciais de domingo serão "cruciais para Portugal, dado que o país enfrenta o pior momento da pandemia de covid-19", e salientou que o CDS "está mais convicto do que nunca de que fez a escolha certa" ao apoiar a candidatura do atual Presidente da República.

Francisco Rodrigues dos Santos realçou que Marcelo "é humanista cristão, avesso a experimentalismos e radicalismos" e "o único candidato que coloca o interesse nacional acima dos interesses partidários".

Salientando que, ao longo do seu mandato, o chefe de Estado tem estado "próximo dos portugueses, sobretudo dos mais vulneráveis e daqueles que sofrem", o presidente do CDS-PP disse que, "nas maiores crises que o país enfrentou nos últimos cinco anos", Marcelo Rebelo de Sousa "soube erguer-se como um pilar moral e afetivo da nação".

O presidente democrata-cristão pediu também "à direita que não se deixe enganar por quem quer dividir" o espaço e a "família política" do CDS-PP, e advogou que "quem é do CDS não se pode rever em candidaturas que vivem centradas nos interesses individualistas e puramente partidários, e que se esquecem constantemente que há um país que sofre e que chora as suas perdas".

"Quem é do CDS não se pode rever em candidatos que querem dividir o país, colocar portugueses contra portugueses, ou em candidatos que, afirmando-se do nosso espaço político, não partilham dos mesmos valores que o CDS", defendeu igualmente.

Questionado sobre as estimativas que apontam para níveis muito elevados de abstenção, Rodrigues dos Santos admitiu que, se isso se verificar, "as contas para a eleição presidencial podem baralhar-se e naturalmente complicar uma eleição à primeira volta", justificando o apelo que deixou aos militantes e simpatizantes do partido de uma "adesão massiva do eleitorado apoiante de Marcelo Rebelo de Sousa".

"Eu acho que seria um péssimo sinal para o país termos de disputar uma segunda volta na circunstância em que nos encontramos, da pandemia, que é o momento mais grave que atravessamos desde que ela teve início, e onde se exigem todos os cuidados, precauções e cautelas para não agravar a circunstância da saúde pública no nosso país", alertou.

Sobre a organização do ato eleitoral, o presidente do CDS-PP ressalvou que o ministro da tutela, Eduardo Cabrita, "não inspira a confiança nem a credibilidade" por parte dos portugueses e instou a que "todas as medidas de segurança sejam acauteladas durante o exercício do direito de voto", para que a eleição "decorra com segurança e normalidade", insistindo que os membros das mesas de voto sejam testados para o novo coronavírus.

Francisco Rodrigues dos Santos considerou que a forma como decorreu o voto antecipado do último domingo, com os eleitores a terem de estar uma hora ou mais em grandes filas de espera, "foi o caos", mas salientou ter "uma réstia de esperança de que os portugueses não se sintam desmobilizados ou dissuadidos de exercer o seu direito de voto porque o Governo mais uma vez falhou na criação de um contexto favorável".

Eleições Presidenciais

As eleições Presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina esta sexta-feira, com o país a viver sob medidas restritivas devido à epidemia. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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