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Eleições Presidenciais: 31 frases que marcam (para já) a campanha dos 11 candidatos a Belém

O que não tem faltado no discurso dos candidatos a Belém? Reflexões sobre o papel do Presidente da República e sobre o país, algumas provocações apontadas aos adversários e também ao Governo e, claro, promessas, muitas.

Eleições Presidenciais: 31 frases que marcam (para já) a campanha dos 11 candidatos a Belém
SIC Notícias

Os portugueses elegem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no domingo, numas eleições com um recorde de candidatos (11). Caso seja necessário uma segunda volta, vai realizar-se em 8 de fevereiro.


André Pestana, candidato presidencial

"Claramente o que me parece é que Portugal precisa de uma esquerda nova. Uma esquerda que não está conotada nem com o que se passou nas últimas décadas de PS, de geringonça, mas também não é uma esquerda associada ao antigo bloco leste. É uma esquerda que acredita na força coletiva da mobilização social".

“Eu sei que agora apontam só a esta ministra (da Saúde) como a responsável. Claro que esta ministra faz parte do problema, não da solução. Agora, em abono da verdade, esta degradação de serviços públicos tem acontecido nas últimas décadas, por isso, a responsabilidade é dos últimos governos, desde o PSD e o PS, incluindo já com a 'Geringonça'.”

“O SNS não pode continuar a ter metade do orçamento da saúde para grupos privados da saúde, alimentando-se do lucro. Esse dinheiro deve ser investido para valorizar as carreiras de todos que trabalham.”

ESTELA SILVA

André Ventura, candidato apoiado pelo Chega

"Eu acho que o primeiro-ministro não devia ter entrado na campanha presidencial, acho que é um erro que cometeu, mas sobretudo mostra que está com medo de alguma coisa. E se está com medo de quem pode estar na segunda volta e tem receio de eu ir à segunda volta das eleições, é porque não está a fazer as coisas bem. (...) Se o primeiro-ministro está com medo que eu seja Presidente da República, é porque se calhar não está a cumprir o seu papel como deveria cumprir".

“Vou dizer ao Governo para onde é que tem de ir. E acho que tenho legitimidade para isso se for eleito Presidente da República.”

“Não precisamos de um Presidente que seja a marioneta de Luis Montenegro.”

TIAGO PETINGA

António Filipe, candidato apoiado pelo PCP

"Homenagear aqueles que lutaram contra a ditadura fascista é uma causa que deve unir todos os democratas. Eu nunca tive a intenção de esconder a minha origem política, assumo-a com muito orgulho, mas tenho a noção e sempre disse que o papel do Presidente da República é fazer cumprir a Constituição, não é um cargo partidário. (...) Lutar pela democracia não é uma luta de fação, é uma luta que deve unir todos os democráticos e que deve estar muito presente (na eleição para a Presidência da República)".

“Temos uma campanha eleitoral até ao dia 18 para afirmar esta candidatura de esquerda como uma candidatura que tem ambição legítima de lutar pelo resultado, de passar à segunda volta e então depois aí conversamos sobre qual será o resultado destas eleições.”

“Eu não faço aqueles números de agora que vou pegar no cartão do partido e vou entregá-lo na sede e depois, quando acabar as presidenciais, vou lá buscá-lo, isso não faz sentido.”

NUNO VEIGA

António José Seguro, candidato apoiado pelo PS

“Serei o Presidente que vai ao encontro das pessoas, não apenas só em campanha, mas em todo o mandato. Regressarei às presidências abertas e às presidências de proximidade em todo o território nacional.”

“Comigo em Belém os interesses ficam à porta. Porque sempre defendi uma separação completa entre a política e os negócios.”

"Pode faltar dinheiro para muita coisa no nosso país. Não pode faltar dinheiro para cuidar da saúde dos portugueses."

JOSÉ COELHO

Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda

"Quando ouço uma jovem dizer que os imigrantes vêm para cá receber apoios e sei que isso é mentira, porque os imigrantes contribuem para a segurança social (...), sei que a mentira também está a matar a nossa democracia, porque com a mentira não é possível debater, não é possível construir soluções".

“Alguém acha que algum dos candidatos do centro terá a coragem de propor um debate novo, que seja capaz de desbloquear Portugal, para que as pessoas tenham salários dignos e casas onde possam viver?”

“Precisamos de falar de novas formas de fazer política e que a democracia se reforça quando se sai do debate institucional em que se discutem cartas e Conselhos de Estado para podermos ouvir as pessoas e falar da saúde, da vida de todos os dias, das crises do país.”

ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Henrique Gouveia e Melo, candidato independente

“Não há um Portugal a avançar só com metade dos portugueses ou só com 20% dos portugueses, porque isso seria péssimo. Portugal tem de avançar com todos os portugueses e temos de ter uma economia mais próspera, mas com coesão social. Uma economia sem coesão social é um país que mais tarde ou mais cedo torna-se mais inseguro.”

“Em tempos de ruído, trago serenidade. Em tempos de divisão, trago união. E mais, em tempos de interesses particulares, de interesses privados, eu trago o interesse comum, o interesse de Portugal e de todos os portugueses. E por fim, em momentos em que a opacidade toma conta de muitos discursos, eu trago clareza, eu trago transparência.”

"Muitas vezes na minha vida, quando estava debaixo de água e me sentia desanimado, ia ao painel de imersão do submarino e havia um letreiro que dizia Portugal, honrei, porque Portugal vos contempla. Eu estou aqui porque vocês me contemplam, porque quero honrar Portugal, quero honrar os portugueses, quero honrar as nossas tradições e quero mudança e não estagnação".

JOSE SENA GOULAO

Humberto Correia, candidato presidencial

“A França tirou milhões de portugueses da miséria e eu faço parte dessa gente. Portugal não pode hoje viver sem imigração.”

“O Estado tem de construir habitação social se eu for eleito o Governo, seja qual for a sua cor política, terá de construir 100 mil habitações sociais por ano. A Áustria tem 40 por cento de habitação social e Portugal tem dois por cento.”

NUNO VEIGA

João Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal

"Quero que os portugueses estejam preparados para aquilo que aí vem e não achem que fazer mais do mesmo ou ficar parados é sinónimo de segurança ou de sucesso, não é. Temos que nos preparar para fazer diferente e para fazer melhor".

“Não é preciso o senhor primeiro-ministro vir dizer-nos que é um assunto sério o que hoje se discute nas presidenciais em Portugal. De facto, senhor primeiro-ministro, não se pode brincar porque o espírito reformista que já foi do PSD, que já foi de Sá Carneiro e a coragem que já foi de Pedro Passos Coelho hoje está nesta candidatura, é aqui que ela está.”

“Para mim, ser Presidente da República não é um prémio de carreira. Para mim, ser Presidente da República não é continuar funções de comentador ou de facilitador de negócios. Para mim, ser Presidente da República não é para ganhar mais tempo de antena para outras eleições e, com isso, entregar a Presidência da República aos que representam o sistema e os interesses instalados.”

MIGUEL PEREIRA DA SILVA

Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre

"A coisa mais importante que os portugueses vão ter de decidir é o perfil do presidente que querem. (...) A presidência não é um lugar executivo, é mais um lugar de influência. Mas pode ser uma influência positiva, pode não ser nada, pode simplesmente não apagar-se, ou pode ser, em casos também extremos, uma influência negativa para o sistema. Eu pretendo ser uma influência positiva".

“É essencial assegurar que ninguém no nosso país, onde quer que seja no território, tem de esperar mais de três horas pelo serviço de emergência. Este não é o Portugal que eu quero e comigo na Presidência da República outras medidas já teriam sido tomadas e o primeiro-ministro e a ministra da Saúde teriam sido chamados várias vezes a Belém para explicarem como é que é possível isto acontecer no nosso país.”

“Eu não estou na campanha para ser aliado de quem quer que seja. Estou na campanha apenas para ser aliado dos portugueses e para lhes dizer que, comigo na Presidência da República, a minha única aliança era para com os portugueses.”

NUNO VEIGA

Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP

"Tenho muito orgulho na minha família política. Não renego à minha identidade política nem às minhas origens políticas, mas evidentemente que sempre fui muito independente e continuarei a ser assim na Presidência da República. Acho que é isso que é útil a Portugal e acho que é isso que é coerente com a minha maneira de ser, e é aquilo que os portugueses querem".

"Vou ser um apoiante do Governo? Não, não é essa a missão de um Presidente da República. Mas vou ser um apoiante das boas decisões e resultados do Governo? Com certeza, e ajudar a que esses resultados e decisões surjam é a minha obrigação. Vou ser um adversário do Governo deste ou de qualquer outro? Não, não é essa a atitude condizente com o Presidente da República, mas vou ser um adversário das falhas que este ou outro Governo tenha? Com certeza, é isso que os portugueses querem, alguém que possa chamar a atenção para ser útil, construtivo e eficaz em prol do país".

"Quero ser Presidente da República para ajudar a mudar, para ajudar a reformar, para ajudar a transformar, para ajudar a melhorar a vida dos portugueses, para termos menos filas de espera nos hospitais, para termos menos problemas de urgências, para termos menos pesadelo com as casas que não existem em Portugal. É para ser um Presidente da mudança, de ajudar à mudança, à transformação, à melhoria das condições de vida".

MIGUEL A. LOPES

Manuel João Vieira, candidato presidencial

“Eu tentaria seduzir o Governo para inscrever na Constituição o direito à felicidade. Não me parece que este Presidente tenha contribuído para o direito para a felicidade.”

“A política apalhaçou-se completamente e tornou-se mais absurda. (...) Tudo aquilo que era racional, aquilo que estava implícito nos acordos da ONU, no que era um Estado de Direito, transformou-se num 'não há direito'.”

ANDRÉ KOSTERS

Seleção das frases feita através da Agência Lusa