Guerra Rússia-Ucrânia

Putin atribui mais alta condecoração russa a padre morto na Ucrânia

Putin atribui mais alta condecoração russa a padre morto na Ucrânia
Sergei Karpukhin

Mikhail Vasilyev recebeu o título de "Herói da Federação Russa" pela " coragem e heroísmo no cumprimento do dever cívico"

Vladimir Putin concedeu esta terça-feira, a título póstumo, a mais alta condecoração da Rússia a um padre ortodoxo, morto recentemente na Ucrânia, e que recomendou que as mães dos soldados russos tivessem mais filhos para aliviar a dor.

O Kremlin anunciou esta terça-feira através de uma declaração que Mikhail Vasilyev recebeu o título de "Herói da Federação Russa" pela "coragem e heroísmo no cumprimento do dever cívico".

O Patriarcado de Moscovo anunciou este domingo a morte do padre "na área da operação especial na Ucrânia", no desempenho de "deveres clericais".

O patriarca Kirill, chefe da igreja russa e um dos pilares do poder de Vladimir Putin, deverá celebrar uma missa especial de corpo presente esta quarta-feira na catedral de Cristo Salvador em Moscovo.

De acordo com um correspondente de um canal estatal russo de televisão, Alexander Sladkov, o padre foi morto em consequência de um bombardeamento ucraniano na região ocupada de Kherson, que se encontra há semanas debaixo do fogo de uma contraofensiva de Kiev.

"Morreu como soldado-sacerdote, ao lado de paraquedistas", escreveu Alexander Sladkov na rede social Telegram no passado domingo.

De acordo com o Patriarcado de Moscovo, Mikhail Vasiliev, nascido em 1971, tinha antes servido como capelão militar em operações do exército russo no Kosovo, Bósnia, Cáucaso e Síria.

Recentemente, fez as manchetes da comunicação social russa na sequência de uma entrevista com o canal russo da televisão "Spas".

Questionado sobre o caso de uma mãe russa que tinha enviado o seu filho para o estrangeiro para evitar que ele fosse mobilizado para lutar na Ucrânia, Vasiliev recomendou que as mulheres russas tivessem mais filhos para aliviar a dor.

"Se uma mulher seguir o preceito de deus que determina que sejamos fecundos e nos multipliquemos e recusar, em sentido lato, todos os meios artificiais de evitamento da gravidez, então terá normalmente mais do que um filho e não será tão doloroso separar-se dele", afirmou.

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