Operação Marquês

Ministério Público já entregou recurso à decisão instrutória da Operação Marquês

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O MP pretende que seja levado a julgamento aquilo que estava na acusação.

O Ministério Público já entregou o recurso à decisão instrutória da Operação Marquês. O documento tem mais de 1.700 páginas e foi entregue esta terça-feira pelos procuradores no Campus de Justiça.

Ao que a SIC apurou, o Ministério Público quer que todos os arguidos iniciais do processo vão a julgamento e não apenas os que foram pronunciados pelo juiz Ivo Rosa.

O recurso vai ser decidido pelo Tribunal da Relação de Lisboa depois de, em abril, o juiz Ivo Rosa ter decidido enviar para julgamento apenas cinco dos 27 arguidos. José Sócrates foi na altura pronunciado por apenas seis dos 31 crimes de que estava acusado.

No recurso a esta decisão, o Ministério Público pede que Sócrates seja afinal julgado por todos os 31 crimes de que estava acusado e não apenas 6.

Quanto a Santos Silva o pedido é para que seja julgado por 33 crimes e que Ricardo Salgado responda pelos 21 crimes da acusação e não apenas pelos três de abuso de confiança.

Os procuradores querem que o antigo ministro Armando Vara vá a julgamento por cinco crimes e não apenas um de branqueamento de capitais.

INSTRUÇÃO DO PROCESSO OPERAÇÃO MARQUÊS

A instrução do processo Operação Marquês durou mais de dois anos e teve decisão instrutória em 9 de abril de 2020, tendo Ivo Rosa determinado que, dos 31 crimes de o ex-primeiro ministro estava acusado, Sócrates seria julgado por três crimes de branqueamento de capitais e três de falsificação de documentos.

Dos 28 arguidos do processo, foram pronunciados cinco: o empresário Carlos Santos Silva, o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, o antigo ministro Armando Vara e o ex-motorista de Sócrates João Perna, este último por posse ilegal de arma.

Ficaram ilibados na fase de instrução, entre outros, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca.

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