A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) entende que a marcha de urgência não se pode aplicar ao acidente que envolveu o carro onde viajava o ministro Eduardo Cabrita e que fez um morto na A6.
A marcha de urgência é utilizada em situações de perigo por veículos que transitem em missão de polícia, prestação de socorro, segurança prisional ou serviço urgente de interesse público.
Para a ACA-M, as circunstâncias em que ocorreu o acidente não justificavam marcha de urgência de interesse público. Lembra ainda que foram realizadas alterações às normas em 2011, depois de um acidente que envolveu uma viatura oficial onde seguia um ministro.
O acidente aconteceu a 18 de junho, na A6, e está a ser investigado pelo Ministério Público. O ministro da Administração Interna regressava de uma deslocação oficial a Portalegre. A vítima mortal era um funcionário que fazia manutenção da via.
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