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Luís Filipe Vieira detido. Teia de negócios e empresas sob suspeita

Presidente do Benfica suspeito de desviar 2,5 milhões de euros.

Luís Filipe Vieira é suspeito de estar envolvido em vários negócios ilícitos, envolvendo muitos milhões de euros. O esquema sob investigação envolve Benfica SAD e o grupo empresarial do presidente encarnado.

São muitos milhões de euros envolvidos, nos últimos anos, em lucros, dívidas, transações e outros atos de gestão suspeitos e que envolvem a SAD encarnada, o grupo empresarial de Luís Filipe Vieira.

Na teis de negócios encontram-se outros protagonistas, entre eles o filho de Vieira e os empresários Bruno Macedo e José António dos Santos, este último conhecido por "Rei dos Frangos".

Uma das linhas de investigação, envolve Luís Filipe Vieria num alegado desvio de 2,5 milhões de euros, em proveito próprio, com a transferência de três jogadores do clube da Luz, Derlis González, Cláudio Correia e César Martins.

Em causa estão desvios de comissões excessivas pagas pela Benfica SAD na compra e venda de passes ao empresário Bruno Macedo. O valor monetário seria para reverter ao presidente do clube para pagar as dívidas das suas empresas.

No esquema suspeito de agenciamento e intermediação de jogadores, Vieira terá tido o apoio do filho e de Bruno Macedo.

Também as ligações entre Vieira e José António dos Santos estão sob investigação em várias frentes

Uma delas, remonta à compra de uma dívida da empresa Imosteps, de Luis Filipe Vieira: neste caso, José António dos Santos teria encaixado um lucro de cerca de 11 milhões de euros, e o Novo Banco teria ficado com um rombo de mais de 50 milhões de euros.

Os acontecimentos remontam a 2018, altura em que Vieira é suspeito de ter montado uma OPA à SAD do Benfica onde José António dos Santos sairia beneficiado.

A CMVM suspendeu a venda, pediu um esclarecimento ao Benfica e menos de dois meses depois chumbaria a OPA por ter detetado um alegado vício que afetava a legalidade da oferta.

Também sob investigação está a polémica reestruturação da dívida do grupo Promovalor, de Luis Filipe Vieira, ao Novo Banco, dívida que em 2017 ascendia a 267 milhões de euros.

Números e esquemas enredados numa enorme teia, cuja ponta do icebergue surge agora e que levou à detenção de Luis Filipe Vieira sob a acusação de ter cometido os crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

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