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Paulo Guichard considera fuga de Rendeiro "um ato de cobardia" e afirma que não irá fugir à Justiça

Entrevista SIC

Na primeira entrevista em 12 anos, o ex-administrador fala do estigma de ter gerido o BPP.

O braço direito de João Rendeiro, que vive no Brasil há 12 anos, criticou a fuga do antigo banqueiro, numa entrevista exclusiva à SIC. Paulo Guichard afirma que não pretende fugir à Justiça portuguesa.

O ex-administrador do Banco Privado Português (BPP) vive no Rio de Janeiro desde 2012, depois de ter passado três anos na cidade de São Paulo. Mudou-se para o Brasil logo após os processos em que é acusado de crimes financeiros começaram.

Vive atualmente de trabalhos de consultoria e da ajuda de amigos. Afirma que “o estigma do caso BPP pesa muito sobre uma pessoa”. Dedica também boa parte de seu tempo à saga de recursos jurídicos das sentenças dos três processos em que foi condenado a cadeia.

Paulo Guichard foi convocado a apresentar-se em Lisboa na próxima sexta-feira, logo após a fuga de Portugal de João Rendeiro, um dos fundadores do BPP condenado a prisão na semana passada. O número dois de Rendeiro considera a fuga “um ato de cobardia”

“Fugir é sempre um ato de cobardia. Enfrentar é um ato de dignidade, é um ato cívico de exemplo para as pessoas”, disse.

Na primeira entrevista em 12 anos, Paulo Guichard foi orientado pelos advogados a não falar sobre detalhes dos processos. Mas quis reforçar que não pretende fugir às suas responsabilidades para com a justiça.

Com a possibilidade de ter prisão decretada em breve, Paulo Guichard diz que viaja a Portugal sem a certeza se poderá regressar tão cedo ao Brasil.

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