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Conselho Nacional do PSD rejeita proposta de Rio e aprova eleições a 4 de dezembro

MÁRIO CRUZ

O Conselho Nacional do PSD aprovou a realização de eleições diretas para 4 de dezembro.

O Conselho Nacional do PSD rejeitou esta quinta-feira a proposta da direção para adiar a marcação do calendário interno para depois da votação do Orçamento do Estado e aprovou a realização de eleições diretas para 4 de dezembro e o 39.º Congresso para entre 14 e 16 de janeiro, em Lisboa.

Segundo relatos feitos à Lusa, o requerimento de Rui Rio foi rejeitado com 71 votos contra, 40 a favor e 4 abstenções.

Com este 'chumbo' foi a votos a proposta inicial da direção enviada na quarta-feira a meio da tarde aos conselheiros nacionais que previa diretas a 4 de dezembro (com eventual segunda volta no dia 11) e Congresso entre 14 e 16 de janeiro.

Segundo relatos feitos à Lusa, não foi divulgado o número de votos, tendo o calendário sido "aprovado por larga maioria".

Rui Rio acusa a oposição interna de ensaiar um assalto ao poder

Pouco mais de duas horas depois de este calendário ter sido enviado pela direção aos membros do Conselho Nacional, Rui Rio falou aos jornalistas para apelar a este órgão para não marcar hoje as diretas e o Congresso e só o fazer depois de se esclarecer se o próximo Orçamento do Estado seria ou não aprovado.

A justificação, explicou à entrada do Conselho Nacional, seria "a iminência de uma crise política grave" e a possibilidade de o país ir para eleições legislativas antecipadas.

"Se tivermos eleições legislativas, Portugal quer um PSD em condições de combater o PS e de fazer eleições completamente normais, coisa que não acontecerá se o Conselho Nacional não ponderar" o adiamento da marcação de diretas e Congresso", defendeu Rio.

Este apelo à suspensão do calendário eleitoral interno mereceu durante o dia críticas de várias figuras do partido, que acusaram Rio de estar agarrado ao poder e de "desespero", e levou a direção a formalizar a proposta em forma de requerimento, agora chumbado.

Rangel acusa Rio de meter o calendário da vida interna do partido nas mãos de Costa

O eurodeputado Paul Rangel disse não ter medo de qualquer data de eleições diretas no PSD, mas considerou estranho que o partido coloque o seu calendário interno nas mãos do PS.

À entrada para o Conselho Nacional do PSD, Paulo Rangel escusou-se a confirmar a sua candidatura, dizendo que é uma questão que tratará primeiro perante os conselheiros nacionais, mas recordou que já tinha dito que haveria um dia para tratar do processo eleitoral.

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