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Rui Rio: "Nenhum português vai votar num candidato que apareceu há um mês ou dois"

Entrevista SIC Notícias

As eleições diretas no PSD acontecem este sábado. Em entrevista à SIC Notícias, Rui Rio admitiu que se vai retirar se perder as eleições do partido. 

Questionado sobre qual é o grande trunfo que tem em relação ao adversário Paulo Rangel, o líder do PSD diz que é o mais preparado e em melhores condições para derrotar o Partido Socialista a 30 de janeiro nas eleições legislativas.

"Nenhum português vai votar num candidato que apareceu há um mês ou dois. Não consegue dizer aos portugueses em 30-60 dias: 'eu cheguei agora mas votem em mim para primeiro-ministro'", atirou.

Em entrevista à SIC Notícias, Rui Rio falou sobre o almoço de Carlos Moedas com Paulo Rangel e do facto de Morais Sarmento, seu vice-presidente, não querer escolher um lado na corrida à liderança do partido. Em relação ao autarca de Lisboa, o líder social-democrata atirou:

"Oficialmente, o engenheiro Carlos Moedas disse que não apoiava ninguém (...) Se calhar também almoçava comigo, mas já não tenho tempo", disse.

No que diz respeito à neutralidade de Morais Sarmento, Rio mostrou-se mais compreensivo, uma vez que o vice-presidente do PSD tem uma relação muito próxima com Paulo Rangel.

"Criamos todas as barreiras para evitar estas situações"

Nos últimos dias, cerca de 500 militantes pagaram as quotas e vão estar aptos a votar nas eleições do próximo sábado.

Questionado sobre a situação, Rio disse que tudo fez para evitar este tipo de casos, mas afirmou que não pode impedir um militante de passar o dia a fazer telefonemas a pedir a outros para regularizarem as quotas.

Debilidade na oposição?

Uma das críticas mais frequentes a Rui Rio, até por muitos membros do partido, é uma fraca ou débil oposição a António Costa ou ao Partido Socialista. Como tem dito ao longo dos anos, Rui Rio tem uma noção diferente de fazer oposição.

"Não faz sentido nenhum. As pessoas olham para o líder da oposição e acham que deve ser alguém que diz muito bem mal dos outros", apontou, sublinhando que os portugueses levam mais em conta valores como a confiança e a credibilidade.

Se perder, "o que fico eu aqui a fazer?"

Se perder as eleições diretas, Rui Rio vai retirar-se da política. O líder do PSD disse que foi o trajeto político e profissional que o levou a estar disponível para uma "missão" que desempenhará se for chamado a cumpri-la. No entanto, ser presidente do partido ou primeiro-ministro nunca foram sonhos de infância.

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    SIC Notícias