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Miguel Alves renuncia à liderança da Federação do PS de Viana do Castelo

Miguel Alves renuncia à liderança da Federação do PS de Viana do Castelo
Governo XXIII

O antigo governante tinha sido reconduzido no cargo há cerca de uma semana com 91% dos votos.

O ex-secretário de Estado, Miguel Alves, renunciou à liderança da Federação do PS de Viana do Castelo três dias depois de sair do Governo

Numa comunicação aos órgãos distritais, afirma que não ter condições políticas para o mandato à frente da federação distrital. O PS diz que vão ser convocadas novas eleições.

O antigo governante tinha sido reconduzido no cargo há cerca de uma semana com 91% dos votos.

Miguel Alves pediu a demissão do Governo na quinta-feira, no mesmo dia em que foi acusado de prevaricação num processo ligado à Operação Teia.

Na carta de demissão, enviada às redações dizia estar de "consciência tranquila" e "absolutamente convicto da legalidade" das suas decisões enquanto autarca de Caminha. Afirmou ainda que está "muito empenhado" em defender a sua honra na Justiça.

Sobre a acusação, Miguel Alves diz que "se refere a factos ocorridos nos anos de 2015 e 2016 no exercício do mandato como presidente da Câmara Municipal de Caminha" e foi "confirmado pela senhora procuradora-geral da República", Lucília Gago, "após contacto efetuado, nos termos legais, pela senhora ministra da Justiça", Catarina Sarmento e Castro.

Miguel Alves estava no cargo de secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro há menos de dois meses, desde 16 de setembro, cargo que António Costa optou inicialmente por não ter na orgânica deste seu terceiro executivo, constituído em 30 de março.

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