Diogo Amorim, CEO da Gleba, juntou-se a Julieta Rueff, fundadora e gestora da Flamaid, para falar com Pedro Miguel Coelho, do podcast “O Futuro do Futuro”, do Expresso, sobre o futuro do mercado de trabalho, em particular tendo em conta o impacto da IA e da robotização. E foi nesse contexto que partilhou um dos maiores desafios à automação dos fluxos de trabalho e nas técnicas da panificação.
“O nosso negócio não é um negócio tecnológico, mas a tecnologia, acima de tudo, tem de servir o propósito da empresa e da marca. No nosso caso, o propósito de democratizar pão artesanal feito com bons ingredientes, com cereais locais”, realça, demonstrando como a tradição pode andar de mãos dadas com a inovação alimentar.
“Temos um produto, que é a baguete, que é o único em termos de divisão e processo de enrolamento que não conseguimos ainda automatizar. Estamos agora a testar uma linha para conseguir automatizar o processo de alongamento”, explica.
Há um motivo para esta dificuldade, e o segredo está na massa: “Porque a massa da nossa baguete é especialmente hidratada, sendo especialmente hidratada (…) aumenta muito a dificuldade da manipulação da massa”. No entanto, a massa não pode mudar: “É esta hidratação que dá origem ao miolo super leve e macio, à crosta fina e aos alvéolos grandes que queremos na baguete”. “Pegar numa massa que é altamente pegajosa e alongá-la ao comprimnto de 50 centímetros é um desafio para um robô, para uma máquina, e mesmo para humanos. É precisa realmente alguma experiência e tacto”, descreve Diogo Amorim.
No entanto, este Natal, tudo pode mudar. “Estamos finalmente a chegar à automatização deste produto, depois de muito andar”. Descubra como no episódio de estreia da nova temporada de “O Futuro do Futuro”, disponível nos sites do Expresso, da SIC e da SIC Notícias e nas aplicações de podcasts.