Coronavírus

Dinamarca permite regresso limitado de público às bancadas dos estádios

Claus Fisker / EPA

A Dinamarca foi um dos primeiros países europeus a reatar as competições do futebol profissional.

Especial Coronavírus

As partidas das meias-finais da Taça da Dinamarca de futebol, na quarta-feira, vão marcar o regresso de público aos estádios do país, com restrições no número de adeptos, depois da proibição motivada pela pandemia de covid-19.

No âmbito da terceira fase de normalização da vida social iniciada na segunda-feira na Dinamarca, o número de ajuntamento de pessoas permitido passou de 10 para 50, subindo para 500 no caso de eventos em que o público esteja maioritariamente sentado, como é o caso dos jogos de futebol.

Assim, os embates entre Sonderjyske e Horsens, e entre Aalborg e Aarhus, vão contar com adeptos nas bancadas, com os emblemas que atuam na condição de visitados a anuciarem a possibilidade de poderem entrar 280 fãs (28 da equipa visitante), no primeiro caso, e de 300 adeptos (30 dos adversários), no segundo, uma vez que o máximo de 500 também já contempla os jogadores, treinadores, equipas de arbitragem, e outros elementos necessários para a realização do jogo.

Na segunda-feira, o Governo dinamarquês informou que vai iniciar negociações para estudar a possibilidade de permitir a presença de mais de 500 espetadores nos estádios de futebol "de uma forma que seja defensável do ponto de vista sanitário".

A Associação de Clubes Profissionais da Dinamarca já apresentou há alguns dias um plano às autoridades para que as capacidades dos estádios sejam utilizadas até um terço dos lugares totais, estabelecendo zonas delimitadas no interior, e definindo entradas no recinto a horas distintas.

A Dinamarca foi um dos primeiros países europeus, logo a seguir à Alemanha, a reatar as competições do futebol profissional, no dia 28 de maio.

Desde então, foram disputadas, à porta fechada, as duas jornadas que faltavam para acabar a primeira fase da Primeira Liga dinamarquesa, faltando agora disputar mais 10 jornadas com as 14 equipas divididas em dois grupos: seis a lutar pelo título e as restantes para não descer de divisão. Somam-se os encontros relativos à Taça da Dinamarca.

Mais de 406 mil mortos e 7,1 milhões infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 406.466 pessoas e infetou mais de 7.130.550 em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan., segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais até às 12:00 de Lisboa.

Pelo menos 3.124.800 foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os países mais atingidos:

  • Estados Unidos são o país mais afetado com 111.007 mortos e 1.961.185 casos.
  • Reino Unido, com 40.597 mortes em 287.399 casos
  • Brasil com 37.134 mortes (707.412 casos
  • Itália com 33.964 mortes (235.278 casos)
  • França com 29.209 mortes (191.185 casos).
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou 83.043 casos (três novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.351 curados.

A Europa totalizou 184.256 mortes e 2.301.720 casos, Estados Unidos e Canadá 118.900 mortes (2.057.429 casos), América Latina e Caraíbas 67.114 mortes (1.360.947 casos), Ásia 19.996 mortes (712.983 casos), Médio Oriente 10.715 mortes (491.006 casos), África 5.354 mortes (197.823 casos) e Oceânia 131 mortes (8.648 casos).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Mais 7 mortes e 421 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1.492 mortes e 35.306 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.485 para 1.492, mais 7, enquanto o número de infetados aumentou de 34.885 para 35.306, mais 421, o que representa um aumento de 1,2%.

O número de casos recuperados subiu de 21.156 para 21.339, mais 183. Há 394 doentes internados, 65 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Portugal, com 1.492 mortes registadas e 35.306 casos confirmados é o 25.º país do mundo com mais óbitos e o 31.º em número de infeções.

Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a mais preocupante

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

  • 21:07