Guerra Rússia-Ucrânia

Putin classifica guerra na Ucrânia como "desagradável", mas necessária

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Presidente da Rússia diz que nunca quis destruir a Ucrânia.

Em conferência de imprensa após uma cimeira regional no Cazaquistão, antiga república soviética, que reúne países euro-asiáticos, Vladimir Putin disse que o objetivo da Rússia não é destruir a Ucrânia e classificou a guerra como "desagradável", mas necessária.

Esta sexta-feira, o Presidente russo revelou haver 29 objetivos planeados para a Ucrânia pelo Ministério da Defesa russo e que, até agora, falharam sete, mas não detalhou quais são nem de que tipo. Sobre a mobilização parcial decretada, Putin afirmou que o número máximo de militares será atingido em duas semanas e é menor do que avançado na imprensa russa.

O Presidente russo enviou ainda alguns recados: à NATO, que vai iniciar exercícios militares nucleares esta segunda-feira, disse que um confronto direto resultaria numa catástrofe global e à Alemanha deixou o alerta para o erro que é abdicar do gás barato fornecido pela Rússia.

No dia em que o Governo russo apontou o mês de julho para a total recuperação da ponte da Crimeia, Putin avisou que está a investigar se os explosivos utilizados aproveitaram os corredores estabelecidos para a exportação de cereais da Ucrânia.

Putin também disse estar aberto a negociações com Kiev e a mediações de países como a Turquia ou os Emirados Árabes Unidos, criticando a liderança ucraniana por recusar o início de conversações consigo.

Pelo contrário, o líder da Federação russa indicou que não tem interesse imediato em manter conversações com o seu homólogo norte-americano, Joe Biden, mesmo no quadro da cimeira da G20 prevista para novembro na Indonésia. "Não vejo a necessidade, atualmente não existe plataforma de negociações", disse durante a conferência de imprensa.

Na passada segunda-feira a Rússia efetuou bombardeamentos massivos sobre diversas cidades ucranianas que danificaram infraestruturas elétricas e zonas residenciais. Estes ataques surgiram dois dias após a explosão na ponte russa da Crimeia, uma infraestrutura decisiva, que Putin atribuiu aos serviços secretos ucranianos.

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