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Calor extremo nos EUA. Autoridades da região oeste apelam à redução do consumo elétrico

Bridget Bennet

A região norte-americana está em situação de seca extrema, atravessa uma onda de calor extremo e é fustigada por incêndios.

As autoridades do oeste dos EUA exortaram na segunda-feira os habitantes a limitar o seu consumo elétrico, perante uma vaga de calor e uma seca persistente, e com os fogos florestais a multiplicarem-se.

Com temperaturas que chegaram a 54 graus centígrados (ºC) durante o fim de semana no designado Vale da Morte, o mercúrio pode continuar a superar máximos na Califórnia.

"Alertas por calor excessivo continuam efetivos para a maior parte das localidades na região até terça-feira", preveniu o serviço meteorológico dos EUA, que alertou para a possibilidade de novos recordes de temperatura.

Algumas províncias do Canadá estão também confrontadas com uma canícula.

As autoridades da Columbia Britânica preveem que esta vai ser "menos agressiva" que a vaga de calor de há menos de três semanas, onde uma localidade perto de Vancouver registou um recorde de 49,6°C. Temperaturas tão extremas que parecem irreais.

Este episódio em junho teria sido "quase impossível" sem o aquecimento global provocado pelos humanos, concluíram cientistas, estimando que as alterações climáticas tinham multiplicado por 150 a possibilidade de ocorrência deste evento.

Perante a multiplicação de recordes, os habitantes da Califórnia foram aconselhados na segunda-feira a desligar os aparelhos que não utilizam, e a cortar a sua climatização e os fornos, entre as 16.00 e as 20.00 locais, para racionar voluntariamente o seu consumo de eletricidade.

A Califórnia, quinta potência económica mundial mas dotada de infraestruturas elétricas envelhecidas, quer evitar as situações de cortes de eletricidade, como em anos anteriores.

Na semana passada, o governador exortou a população a reduzir o consumo de água em 15%, diminuindo por exemplo a rega dos jardins e tomando duches mais curtos.

Mas o verão arrisca-se a ser longo. O oeste dos EUA está de facto confrontado com um círculo vicioso devastador: os solos áridos e a vegetação seca criam as condições propícias para um aumento das temperaturas.

Termóstatos mais elevados, canículas repetidas, e a descida da precipitação são também uma condição ideal para o desenvolvimento dos fogos.

Se 2020 foi o pior ano da história moderna da Califórnia em termos de incêndios, as autoridades não excluem que 2021 bata esse recorde.

Os fogos já consumiram duas vezes mais vegetação do que no mesmo período do ano passado, segundo os responsáveis da gestão de incêndios do Estado.

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