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Cartas armadilhadas: "A hora é de alerta e prudência"

Opinião

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O comentador da SIC, Germano Almeida analisa o encontro entre Biden e Putin e as cartas armadilhadas detetadas em Espanha.

As autoridades espanholas estão a investigar a origem das cartas armadilhas que foram enviadas, inclusive, ao gabinete do primeiro-ministro espanhol. O comentador da SIC considera que a "hora é de alerta e prudência". Germano Almeida acrescenta que é prematuro concluir que se tratam de ataques relacionados a posição espanhola da guerra na Ucrânia. Enquanto Espanha lida com estas ameaças, os EUA e a França reforçaram a unidade na luta para travar a guerra na Ucrânia, num encontro de líderes em Washington.

O Presidente Biden admitiu falar com Putin, apenas se o líder russo terminar com a guerra na Ucrânia. O posicionamento do chefe de Estado norte-americano é uma tentativa de diálogo, mas não está a surtir efeito, visto que o Presidente russo "está a infligir uma dor horrível na população ucraniana", sublinha Germano Almeida.

"Os EUA e a França, apesar de terem tido uma abordagem diferente até agora sobre como lidar com o inimigo, nunca vão forçar a Ucrânia a aceitar um acordo de paz que fosse inaceitável", defende Germano Almeida.

ESPANHA EM ALERTA

Espanha já reforçou a segurança depois das cartas armadilhadas atingirem instalações do Governo. Apesar da ligação à guerra na Ucrânia e o apoio espanhol parecer inevitável, é preciso "ter cuidado com as conclusões", indica Germano Almeida.

A embaixada da Rússia em Madrid veio a público condenar os ataques.

"A hora é de alerta e prudência. Continua a ser um mistério isto das cartas armadilhadas (...) Parece que estamos perante um padrão, que se repete em torno de algo que poderá ser pensado como objetivo".

O facto da Espanha ter aumentado nas últimas semana o apoio à Ucrânia poderá ser uma leitura, na ótica de Germano Almeida.

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