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Ministério Público acredita que Berardo dissipou património e dinheiro de forma fraudulenta

O objetivo seria fugir ao pagamento de mil milhões de euros emprestados pela banca.

O apartamento, na Avenida Infante Santo, em que Joe Berardo vive, está avaliado em mais de dois milhões de euros. Trata-se de um dos ativos que a Caixa Geral de Depósitos tentou penhorar devido às dívidas vencidas e nunca pagas pelo empresário.

Contudo, o imóvel foi vendido em 2008 à empresa Atram, uma sociedade imobiliária também já constituída arguida e da qual Berardo era e ainda é presidente do conselho de administração.

A transferência da propriedade permitiu libertar o imóvel do património pessoal do empresário numa altura em que já tinha avultadas dívidas à banca.

Em junho de 2019, o Tribunal determinou o arresto de dois apartamentos, o da Avenida Infante Santo e outro na Lapa. O arresto foi feito a pedido da Caixa Geral de Depósitos, com recurso a uma figura jurídica raramente utilizada pelos tribunais e que poderá permitir o arresto de outros bens do empresário madeirense.

Joe Berardo sempre negou ter dívidas pessoais e património, sendo que o máximo que garantia possuir era uma simples garagem na ilha da Madeira.

O empresário reitera que as sociedades que devem mil milhões de euros à banca já não lhe pertencem, mas a investigação acredita que dissipou património e dinheiro de forma fraudulenta para fugir aos credores.

O interrogatório a Joe Berardo terminou esta quainta-feira. As medidas de coação serão conhecidas na manhã desta sexta-feira, cerca das 09:00, pelo que o empresário passará mais uma noite detido.

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