Coronavírus

Portugal com mais 45 mortes e 2.596 casos de covid-19

Rafael Marchante

Os últimos dados divulgados pela DGS.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta terça-feira que há mais 45 mortes e 2.596 novos casos de Covid-19 em Portugal. No total, o país regista 2.635 vítimas mortais e 149.443 infetados pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas estão mais 26 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 320.

Em relação aos internamentos em enfermaria são agora 2.349 pessoas, mais 94 do que na segunda-feira.

A DGS revela que estão ativos 60.219 casos de infeção, menos 744 do que na segunda-feira. Também nas últimas 24 horas foram dados como recuperadas 3.295 pessoas, num total de 86.589 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 65.647 pessoas, menos 781 que nas últimas 24 horas.

Graça Freitas defende que é preciso reduzir contactos sem deixar de viver

A diretora-geral da Saúde diz que não é possível prever quando será o pico da segunda vaga. Oito meses depois do primeiro caso em Portugal, Graça Freitas voltou a lembrar os apelos à população.

"Todos sabemos que neste momento estamos numa fase ascendente e temos de recordar a todos nós que é nossa responsabilidade achatar essa curva", reforçou.

Graça Freitas disse também que é preciso reduzir contactos, mas sem deixar de viver, trabalhar, ir à escola, ao teatro, ao cinema ou fazer compras.

"Temos de continuar a viver. Só temos de diminuir o número de contactos, sem deixar de ir ao trabalho, à escola, ao teatro, ao cinema, ou de fazer compras" disse Graça Freitas na habitual conferência de imprensa sobre a situação da pandemia em Portugal, durante a qual agradeceu aos profissionais de saúde que têm acompanhado os doentes há oito meses.

Graça Freitas explicou ainda o que quer dizer quando se refere a uma bolha nas advertências que tem feito para que as pessoas não misturem bolhas de contactos.

"O que é uma bolha? É um sítio isolado onde posso estar com algumas pessoas. É a família que mora na mesma casa. Os nossos amigos e os colegas não são da minha bolha. Não podemos facilitar no emprego e na escola em momento em que estamos mais relaxados", explicou.

Fez ainda um apelo aos responsáveis pelos diferentes setores de atividade para que criem condições para que alunos, trabalhadores, frequentadores dos espaços e espetáculos possam estar seguros.

Como a pandemia influencia a economia?

Uma das consequências da pandemia é uma "espécie de guerra civil que se trava em todo o mundo", com as pessoas a atacarem-se: umas dizem que o importante é a saúde e outras defendem que o mais importante é a economia. As palavras estão ligadas.

Este quadro da SIC, no Jornal da Noite, mostra o que cada pessoa pode fazer.

Quando uma pessoa decide não adotar os cuidados básicos de usar máscara, manter distância e desinfetar as mãos, tem sido demonstrado que os contágios vão aumentar. Cada vez chegam mais pessoas aos hospitais e, consequentemente, pressionam o Serviço Nacional de Saúde.

Se o número de infetados sobe bastante, aparecem as medidas para tentar travar o contágio, o que por norma se faz com encerramentos e restrições que afastem as pessoas de potenciais fontes de contágio. Os encerramentos e as restrições são negativos para as empresas.

Pelo contrário, se as medidas básicas, como o uso de máscara, o distanciamento e a desinfeção regular, foram adotadas, vai haver menos contágios de covid-19, menos pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde e menos medidas e restrições. A economia não encerra.

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