Coronavírus

Piratas informáticos norte-coreanos terão tentado ataque à farmacêutica AstraZeneca

Dado Ruvic

Contactaram membros envolvidos na pesquisa da vacina da Covid-19.

Especial Coronavírus

A farmacêutica britânica AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento de uma das vacinas contra a Covid-19, terá sofrido um ataque informático recentemente por alegados “hackers” norte-coreanos, avança a Reuters.

Contacto feito através do LinkedIn e WhatsApp

De acordo com a agência de notícias, os piratas informáticos ter-se-ão feito passar por recrutadores na rede social LinkedIn e no WhastApp, contactando funcionários da AstraZeneca, incluindo alguns envolvidos na investigação da vacina, apresentando-lhes falsas propostas de emprego.

Depois, através de endereços de e-mails russos, enviaram aos funcionários da farmacêutica documentos que estes últimos acreditavam ser informações sobre as ofertas de emprego. A correspondência eletrónica continha, no entanto, uma forma de aceder aos computadores das vítimas.

Apesar de tudo, e segundo a Reuters, a tentativa não foi bem-sucedida.

Agência governamental britânica para a cibersegurança já foi envolvida

A farmacêutica AstraZeneca recusou-se a comentar o ataque informático, mas a Universidade de Oxford – envolvida na produção da vacina – afirmou à CNN que está a trabalhar em conjunto com a agência governamental britânica para a cibersegurança (NCSC).

“Queremos garantir que a investigação da vacina para a Covid-19 tem a melhor sibersegurança e proteção”, disse um porta-voz da universidade à CNN.

“A NCSC está comprometida em proteger os ativos mais críticos - o setor da Saúde e o desenvolvimento da vacina – contra ameaças”, disse a agência à emissora norte-americana.

AVANÇOS NAS VACINAS E TRATAMENTO CONTRA A COVID-19

Este mês de novembro tem tido várias boas notícias sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2 bem como um tratamento novo.

► As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram na segunda semana de novembro que a sua vacina BNT162b2 contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes. Uma semana depois anunciaram ter concluído os testes com 95% de eficácia. A 19 de novembro o responsável da BioNtech revelou a possibilidade de a vacina poder começar a ser administrada antes do Natal e anunciaram que, no dia seguinte apresentam um pedido de emergência para aprovação junto da FDA.

► A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca - ChAdOx1 nCoV-19- demonstrou ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas na fase 2 do ensaio clínico. Os resultados finais vão ser apresentados "antes do Natal", assegurou o líder da investigação.

Esta vacina já sofreu entretanto dois revezes: a 23 de novembro foi noticiado que a eficácia de 90% obtida devido a erro na dosagem e, a 26 de novembro, soube-se que um erro no fabrico da vacina da AstraZeneca põe em causa eficácia

► O porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e no dia seguinte Putin garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes" A 24 de novembro a Rússia anuncia eficácia de 95% da vacina Sputnik V contra a covid-19

► A vice-Presidente russa anunciou que os testes clínicos da segunda vacina russa contra a Covid-19, a EpiVacCorona que está a ser desenvolvida pelo Instituto Vector, começam a 15 de novembro,

► O ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac chegou a ser suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina. Os testes foram retomados no dia 11.

► A 16 de novembro a farmacêutica Moderna revelou que a sua vacina experimental tem uma eficácia de 94,5%.

► A agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

Este tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

► A 21 de Novembro a FDA concedeu a autorização de emergência à empresa de biotecnologia Regeneron para a utilização no país do tratamento com anticorpos monoclonais que o Presidente dos EUA recebeu em outubro contra a covid-19.