Coronavírus

Governo Regional de Madrid está a negociar a compra da vacina Sputnik V

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Agência Europeia do Medicamento ainda não aprovou este fármaco.

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O Governo Regional de Madrid começou a negociar a compra de doses da vacina russa Sputnik V em fevereiro, apesar de a Agência Europeia do Medicamento ainda não ter aprovado o fármaco.


Segundo os jornais espanhóis, o responsável pela área de saúde da Comunidade de Madrid reuniu-se três vezes com os representantes da vacina russa para negociar a possibilidade de um acordo de pré-compra.

O objetivo do governo regional era facilitar a compra de doses para todo o sistema de saúde.

Pedro Sánchez, o Chefe do Governo espanhol, diz que o país só administra vacinas que tenham a aprovação da União Europeia.

Agência Europeia do Medicamento vai analisar ensaios clínicos da Sputnik V

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) vai começar a investigar os testes clínicos da vacina russa Sputnik V na próxima semana.

Segundo o Financial Times, o regulador europeu vai investigar se os testes clínicos da vacina russa contra a covid-19 seguiram as diretrizes globais clínicas e científicas.

A investigação surge depois de uma fonte familiarizada com o processo de aprovação do regulador europeu ter dito ao jornal britânico que os testes da Sputnik V não terão sido conduzidos de forma ética.

Já o Chefe do Fundo de Investimento Direto da Rússia garantiu ao Financial Times que não houve pressão sobre os participantes e que as práticas clínicas foram cumpridas.

No mês passado, a Agência Europeia do Medicamento já tinha anunciado que ia avaliar a segurança da vacina russa.

Breve cronologia do desenvolvimento da vacina Sputnik V

► No início de novembro a Rússia afirmou que a vacina desenvolvida pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscovo, Sputnik V, tinha uma taxa de eficácia superior a 90% . O Presidente russo também garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

►Resultados preliminares da fase 3 deram como certa uma eficácia de 95%. A 14 de dezembro, os resultados finais da fase 3 indicaram uma eficácia de 91,4%.

►A 4 de março a Agência Europeia do Medicamento anunciou que tinha iniciado o processo de revisã contínua da Sputnik V.

A chamada "revisão contínua" é um instrumento regulador que a EMA utiliza para acelerar a avaliação de um medicamento promissor durante uma emergência de saúde pública, já que, ao rever os dados em tempo real, à medida que estes ficam disponíveis, pode chegar mais cedo a um parecer final sobre a autorização de comercialização, quando esta der entrada.

Regra geral, todos os dados sobre a eficácia, segurança e qualidade de um medicamento ou vacina e todos os documentos necessários devem estar prontos no início da avaliação num pedido formal de autorização de introdução no mercado.

A vacina Sputnik V já é usada em vários países. Entre os 27 Estados-membros da UE, a Hungria, Eslováquia e República Checa decidiram unilaterlamente usar a vacina russa, optando por não esperar pela validação por parte da EMA.

A Áustria anunciou estar a negociações com a Rússia para receber em breve um milhão de doses da Sputnik V.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Mais de 2,8 milhões de mortos em todo o mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.862.002 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os países que contabilizam um maior número de casos e mortes são os Estados Unidos, o Brasil, o México, a Índia e o Reino Unido.

Em Portugal, morreram 16.887 pessoas dos 824.368 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global