Eleições nos EUA

Ainda não se sabe quem será o próximo Presidente dos Estados Unidos

JUSTIN LANE

Joe Biden está à frente, Trump avança com processos judiciais.

Pelo segundo dia consecutivo após o dia das eleições ainda não há novo Presidente nos Estados Unidos. Faltam contar os votos em quatro "estados chave" - Geórgia, Michigan, Nevada e Pensilvânia. Mas o Nevada e o Arizona também importam nas contas dos dois candidatos.

Estes estados alertaram quarta-feira que necessitam de mais horas, talvez até de dias, para contar os votos por correspondência que chegaram em números históricos devido à crise pandémica.

Devido ao seu peso no Colégio Eleitoral, os quatro estados podem decidir quem será o vencedor das 59.º eleições norte-americanas: o atual Presidente e candidato republicano, Donald Trump, ou o do Partido Democrata, Joe Biden.

Em que ponto estão os candidatos Donald Trump e Joe Biden na conquista dos votos dos Grandes Eleitores

Os norte-americanos que vão às urnas não decidem diretamente quem vai ser o Presidente. Os candidatos têm de ganhar votos no Colégio Eleitoral.

Com base no número de habitantes, cada estado recebe um certo número de votos no colégio eleitoral.

Sondagens, processos judiciais e o provável vencedor

Biden "ganha" Michigan e Wisconsin e aproxima-se dos 270 votos

O candidato democrata Joe Biden ganhou os Estados do Michigan e Wisconsin na quarta-feira, o que reduziu de forma substancial o caminho de Donald Trump para a reeleição, segundo projeções de diversos meios de comunicação americanos.

Trump pede suspensão da contagem dos votos na Pensilvânia e no Michigan

A equipa de campanha de Donald Trump apresentou na quarta-feira uma queixa judicial para a suspensão da contagem de votos nos estados da Pensilvânia e do Michigan, onde o Presidente foi ultrapassado por curta margem por Joe Biden, segundo os resultados parciais.

O diretor de campanha, Bill Stepien, disse em comunicado que as suas equipas "não tiveram acesso a diversos locais para observar a contagem dos votos", ao contrário do previsto pela lei do Michigan.

"Apresentámos a queixa hoje num tribunal do estado para obter a suspensão destas operações e aguardar que seja permitido o acesso", explicou.

A equipa exigiu ainda um "reexame" dos boletins já recenseados, acrescentou Stepien.

Biden vence Winsconsin

O candidato democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos, Joe Biden, derrotou no Wisconsin o Presidente Donald Trump, segurando os 10 delegados em causa, recuperando o estado que perdera na votação de 2016.

Segundo a agência Associated Press (AP), as autoridades eleitorais do Wisconsin indicaram que todos os votos pendentes foram já contados, exceto algumas centenas num município e um pequeno número esperado de boletins provisórios.

A campanha de Trump já pediu uma recontagem.

As recontagens estaduais no Wisconsin mudaram historicamente a contagem de votos em apenas algumas centenas de votos, com Biden a liderar por 0,624% em quase 3,3 milhões de votos contados.

A vitória de Biden no Wisconsin permite adicionar mais 10 delegados aos 238 já obtidos para o Colégio eleitoral, enquanto Trump se mantém nos 213.

Para se vencer as eleições será necessário que um dos candidatos atinja os 270 delegados no Colégio eleitoral.

Biden promete "luta sem tréguas" até que todos os votos sejam contados

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, prometeu na quarta-feira que lutará "sem tréguas" até que todos os votos sejam contados, apesar da "vontade" de o seu rival, o Presidente cessante, o republicano Donald Trump, interromper a contabilização.

"Não vamos dar tréguas até que todos os votos estejam contados", afirmou, na rede social Twitter, o ex-vice-Presidente de Barack Obama.

Trump denuncia aparecimento de boletins de voto "surpresa"

As declarações de Biden e de O'Malley Dillon surgiram pouco depois de Trump ter denunciado, também no Twitter, o aparecimento de boletins de voto "surpresa" em vários "estados chave" que, indicou, lhe estão a retirar a vantagem.

"Ontem [terça-feira] à noite, tinha uma boa vantagem em numerosos 'estados chave'. Depois, um por um, [a vantagem] começou magicamente a desaparecer com a contagem de boletins [de voto] surpresa", escreveu Trump.

A rede social Twitter alerta os utilizadores sobre o conteúdo potencialmente enganoso desta mensagem, tal como já tinha feito a outra publicação em que acusava os democratas de tentarem "roubar a eleição" presidencial.

"Alguns ou todos os conteúdos compartilhados neste Tweet são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico", escreve a rede social na publicação de Donald Trump.

Segundo a agência noticiosa France-Press (AFP), os boletins a que Trump alude são, na verdade, os chegados pelo correio e que começaram a ser contabilizados, num processo que pode demorar vários dias em alguns estados e a agência acrescenta que o candidato republicano não apresentou provas do que afirma.

Como é eleito o Presidente dos Estados Unidos da América?

Os norte-americanos que vão às urnas não decidem diretamente quem vai ser o Presidente. Os candidatos têm de ganhar votos no colégio eleitoral.

Com base no número de habitantes, cada estado recebe um certo número de votos no colégio eleitoral.

O vencedor das presidenciais norte-americanas tem de assegurar, no mínimo, 270 dos 538 "grandes eleitores" (uma maioria simples) que compõem o Colégio Eleitoral.

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