É dona de uma das vozes mais bonitas da rádio e tem uma forma muito singular de escutar e perguntar.
Este ano, Inês Meneses celebra 20 anos do seu programa de conversas na rádio O “Fala Com Ela”, que esteve muitos anos na “Radar” e agora está na “Antena 1”, e em podcast. Um espaço de excelência que é um mapa diverso de pessoas da sociedade onde há lugar para a escuta, para o espanto e para a faísca do inesperado.
E porque não é todos os dias que se festejam duas décadas de um programa de sucesso, Inês convida amigos e ouvintes a juntarem-se a si no próximo dia 26 de outubro, às 18h, para uma matiné dançante no LUX para um brinde às boas conversas, onde será exibida a curta-metragem “Falem com Ela”, de Bruno Ferreira.
Quem fala com ela sabe que vai ter alguém à sua frente com uma genuína curiosidade no outro, e isso é sempre um excelente ponto de partida para se deixarem cair as máscaras, as lantejoulas, o guião, o discurso ensaiado, o postiço, o ruído, o ‘rocócó’ e se ir ao essencial e ao mais simples e verdadeiro.
Inês não se encaixa em fórmulas, nem se deixar limitar em convenções ou padrões—-- mas, por outro lado, sabe como pouca gente combinar padrões nas roupas que veste com a maior pinta e elegância do mundo.
Inês é também autora do programa “O Amor É”, que conduz há muito tempo, na “Antena 1”, com o médico psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz, modera agora o podcast “Cultas e Vinho Verde”, no “Público”, e assina semanalmente no mesmo jornal crónicas do quotidiano.
A escrita, aliás, é uma arte que a acompanha há muito. Desde o tempo em que assinava no DN as crónicas desassombradas “O Sexo e a Cidália”, no DN.
E são já vários os livros onde a Inês se revela e nos convida a conhecermo-nos melhor com ela, como é o caso de: “Amores Impossíveis”, “Máquina de Escrever Sentimentos”, “Linhas de Valor Acrescentado”, “O coração ainda bate” e “Caderno de Encargos Sentimentais”. Para quando um romance ou um livro de contos? É uma vontade ou possibilidade? Fica a questão.
Autora de frases certeiras que ficam bem na parede, e na ponta da nossa língua, como “Se não chegas ao coração dos outros como queres chegar a algum lado?”, “o amor é a maior distração da morte” ou “voltamos sempre aonde nos enchem o copo”, é-lhe perguntado o que há em si ainda da menina de Vila do Conde que começou a fazer rádio aos 16 anos? O que lhe diria agora?
E se houvesse uma máquina do tempo como seria o encontro entre a jovem Inês Maria que se estreava na rádio e a sua filha Maria Inês que julgo ter agora mais ou menos essa idade? Aprendia muito com a sua filha sobre a liberdade de ser?
O que é preciso para se fazer uma boa conversa?
Como sabem, o genérico é assinado por Márcia e conta com a colaboração de Tomara. Os retratos são da autoria de Tomás Almeida. E a sonoplastia deste podcast é de João Ribeiro.
A segunda parte desta conversa fica disponível na manhã deste sábado.
