Tira-Teimas

O que acontece quando os jogadores retardam o recomeço do jogo?

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

Retardar o recomeço de jogo é um dos subterfúgios a que algumas equipas recorrem quando se encontram em posição que consideram mais vantajosa no marcador.

A ideia é perder tempo de forma deliberada, para manter o resultado, quebrar o ímpeto do adversário e, se possível, perturbá-lo/enervá-lo.

A "Lei 12 - Faltas e Incorrecções" compila um conjunto de exemplos práticos em que essa estratégia pode materializar-se (ver vídeo).

Quando essas situações ocorrem de modo considerado ostensivo e evidente, o árbitro da partida pode atuar disciplinarmente (exibindo o cartão amarelo ao infrator).

Importa salientar que "retardar o recomeço de jogo" só acontece quando o jogo está interrompido (se a bola está em jogo/disputa, nunca se pode afirmar que o recomeço da partida foi atrasado).

Se um guarda-redes, dentro da sua área de penálti, agarrar a bola por tempo indefinido não a soltando, ela não fica jogável apesar do jogo estar a decorrer. Aí a sua equipa tem que ser punida com pontapé livre indireto não por haver atraso no recomeço, mas porque ele deteve a bola por mais de seis segundos sem a soltar. Disciplinarmente não será advertido (só se reincidir).

Os árbitros têm instruções claras para serem particularmente rigorosos nesta matéria, dando um primeiro aviso (público e firme) quando perceberem que um jogador parece incorrer neste tipo de conduta. Deve sancioná-lo com cartão amarelo se insistir apesar de avisado ou repetir mais tarde.
Exemplo típico é o do guarda-redes que atrasa, de forma deliberada, a execução do pontapé de baliza.

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