Vacinar Portugal

Covid-19. Governo garante que falha de vacinas da AstraZeneca não compromete plano 

Portugal admite "ajustes" no plano de vacinação, mas mantém meta.

O Governo garantiu que as metas do plano de vacinação contra a covid-19 não estão comprometidas pela falha de vacinas anunciada pela AstraZeneca.

Esta quarta-feira, a ministra da Saúde e o ministro dos Negócios Estrangeiros admitiram que pode haver ajustes no calendário. No entanto, Marta Temido e Augusto Santos Silva insistiram que esta mudança não altera os objetivos definidos.

Das 180 milhões de doses acordadas entre a União Europeia e a AstraZeneca apenas metade podem chegar aos países europeus, entre abril e agosto.

Não é a primeira farmacêutica a fazê-lo, nem a primeira vez que a AstaZeneca o faz, depois de já neste primeiro trimestre só ter conseguido entregar menos de metade das doses previstas.

Portugal assegura 1 milhão de vacinas para PALOP e Timor, previstas para o 2.º semestre do ano

Portugal vai enviar um milhão de vacinas contra a covid-19 aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e a Timor-Leste. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que deverão começar a chegar aos países no segundo semestre deste ano.

O valor de 5% das vacinas, anunciado na terça-feira pelo primeiro-ministro, corresponde a cerca de 1 milhão de vacinas, explicou o responsável.

"Em números redondos, significa assegurar um milhão de vacinas visto que a nossa compra global é na ordem dos 20 milhões de doses", acrescentou o responsável, depois de, na terça-feira, o primeiro-ministro ter anunciado que Portugal redirecionaria 5% das vacinas PALOP e Timor-Leste.

Sem avançar detalhes sobre os critérios de distribuição, o responsável pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou que a ajuda portuguesa aos PALOP e Timor-Leste está prevista para o segundo semestre deste ano.

O ministro disse também que os atrasos das farmacêuticas podem levar a uma recalendarização da ajuda. O calendário está dependente da "cadência de abastecimento por parte das empresas farmacêuticas" das vacinas compradas por Portugal, explicou. No entanto, garantiu que as vacinas vão ser distribuídas.

"Naturalmente obriga a recalendarizações, mesmo no plano interno. A nossa estimativa é inicar o processo de 5% das vacinas o mais cedo possível ao longo do próximo semestre", dis

Coordenador da task force confirma alternativas para atingir objetivos da vacinação

O coordenador do plano de vacinação confirmou esta terça-feira que estão a ser analisadas alternativas para atingir os objetivos, como o aumento do intervalo entre as doses da vacina contra a covid-19 e a antecipação da primeira dose para 200 mil pessoas.

Na audição, falou sobre o "constrangimento difícil" de a vacina da AstraZeneca não poder ser administrada aos maiores de 65 anos, salientando ter concentrado "todo o esforço e mais de 90% de todas as vacinas" disponíveis nas faixas etárias mais idosas em nome do objetivo de salvar vidas.

Gouveia e Melo afirmou ainda que, na incerteza do número de vacinas que vai chegar, "recusar vacinas ou adiar a aquisição não faz sentido nenhum". Garantiu também um conjunto de iniciativas para preparar os postos de vacinação e, se necessário, recorrer às farmácias.

COVID-19. MAIS DE 248 MIL PESSOAS JÁ FORAM VACINADAS EM PORTUGAL

Portugal já vacinou 248.708 pessoas, desde 27 de dezembro de 2020, revela o relatório de vacinação da Direção Geral da Saúde desta terça-feira. Mais de 433 mil receberam a primeira dose da vacina, o equivalente a 4% da população portuguesa.

O país já recebeu 830.730 doses da vacina, sendo que 718.143 já foram distribuídas.

No relatório constam também os dados da vacinação por faixa etária. Oito porcento da população com mais de 80 anos já recebeu as duas doses da vacina e 19% tomou a primeira dose.

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