País

Caso SEF. "Há um primeiro-ministro que é responsável pelo Governo", diz Jerónimo de Sousa

RODRIGO ANTUNES

O secretário-geral do PCP defende que é "necessário virar uma página no SEF".

Jerónimo de Sousa comentou o caso da morte de Ihor Homeniúk, o cidadão ucraniano morto nas instalações de acolhimento temporário dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras. Para o secretário-geral do PCP, a responsabilidade política recai sobre o primeiro-ministro “que é responsável pelo Governo” e é António Costa quem tem de decidir sobre a permanência do ministro Eduardo Cabrita.

“Há um Governo responsável, há um primeiro-ministro que é responsável pelo Governo. Naturalmente é o Governo que tem de decidir sobre essa questão que coloca”, diz Jerónimo de Sousa durante o protesto da CGTP.

O deputado comunista disse ainda que o partido tomou “uma posição de fundo” logo em março, quando Ihor Homeniúk morreu, exigindo “responsabilidades políticas, criminais e disciplinares”. Jerónimo de Sousa considera ainda que é avançar com uma reestruturação do SEF, de forma a “virar uma página”.

“Era necessário virar uma página do SEF e, ao mesmo tempo, não levar a uma ideia - que eu considero profundamente errada - de meter no mesmo saco todos os profissionais do SEF, quando é um problema perfeitamente localizado. E nesse sentido a restruturação do SEF é fundamental”, afirma.

Reestruturação da TAP “é uma posição patriótica”

Questionado sobre o plano de reestruturação da TAP, que foi entregue esta quinta-feira em Bruxelas, Jerónimo de Sousa considera que salvaguardar a companhia portuguesa “é uma posição patriótica”.

“Creio que é uma posição patriótica de fundo salvaguardar a TAP, procurar um forte investimento tendo em conta a sua importância e não ser reduzida a uma empresa regional, a um pequeno acessório de uma multinacional da área da aviação”, sublinha.

No entanto, sobre os cortes nos salários e a redução do número de trabalhadores incluído no plano, Jerónimo de Sousa defende que, “encetado o processo de restruturação”, é necessário procurar formas de defender os postos de trabalhos “para bem da TAP e para bem do nosso país”.

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