Coronavírus

3.ª fase da vacinação em Portugal será feita por ordem de inscrição

Fase sem critérios específicos.

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A terceira fase da vacinação contra a covid-19 em Portugal deverá ser feita sem critérios prévios e por ordem de inscrição.


A Comissão Técnica de Vacinação para a Covid-19 prevê que o número de doses disponíveis depois de terminadas as primeiras duas fases para os grupos prioritários de vacinação, será suficiente para que não sejam implementados critérios específicos, nem criados mais grupos prioritários para além dos que já estão previstos.

Um dos elementos da Comissão Técnica adiantou ao Expresso que a distribuição só terá de ser alterada se houver atrasos na entrega das vacinas.

Portugal vai receber 22 milhões de doses. Os grupos prioritários deverão receber 3,7 milhões de doses até junho.

Vacinação começa em janeiro, um ou dois dias após chegada a Portugal

O coordenador do Plano Nacional de Vacinação garante que Portugal vai poder vacinar contra a covid-19 50 mil pessoas por dia nos centros de saúde.

Francisco Ramos diz que este número pode ser atingido sem pôr em causa a restante atividade das unidades.

As primeiras vacinas deverão começar a ser administradas no início de janeiro, um ou dois dias após a chegada dos medicamentos a Portugal.​​​​​​​

"É preciso vacinar 10% da população para controlar a pandemia" em Portugal

O presidente da Associação de Medicina Geral e Familiar considera que, em poucas semanas, é preciso vacinar 10% da população para controlar a pandemia.

Rui Nogueira diz que será possível administrar a vacina a 50 mil pessoas por dia como define o Plano Nacional de Vacinação.

A Ordem dos Enfermeiros garante que os profissionais vão responder à chamada para que os grupos mais vulneráveis sejam vacinados.

Os mais recentes avanços nas vacinas e tratamentos contra a Covid-19

Desde o início de novembro têm surgido várias boas notícias sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar uma das vacinas e a iniciar a campanha de vacinação.

► As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram na segunda semana de novembro que a sua vacina BNT162b2 contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes. Uma semana depois anunciaram ter concluído os testes com 95% de eficácia. A 19 de novembro o responsável da BioNtech revelou a possibilidade de a vacina poder começar a ser administrada antes do Natal e anunciou no dia seguinte que tinha apresentado um pedido de emergência para aprovação junto da FDA.

O Reino Unido é o primeiro país a aprovar a vacina da Pfizer/BioNTech e a 8 de dezembro é o primeiro país a iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19.

► A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca - ChAdOx1 nCoV-19- demonstrou ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas na fase 2 do ensaio clínico. Os resultados finais vão ser apresentados "antes do Natal", assegurou o líder da investigação.

Esta vacina já sofreu entretanto dois revezes: a 23 de novembro foi noticiado que a eficácia de 90% foi obtida devido a erro na dosagem e, a 26 de novembro, soube-se que um erro no fabrico põe em causa eficácia. Nesse mesmo dia a farmacêutica anunciou que será feito um ensaio adicional para validar eficácia da vacina, o que vai atrasar a aprovação e produção.

► Na Rússia, o porta-voz do ministro da Saúde assegurou no início de novembro que a vacina, desenvolvida pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscovo, - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e o Presidente russo veio no dia seguinte garantir que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

Resultados preliminares da fase 3 deram como certa uma eficácia de 95%.

O primeiro lote de Sputnik V para o mercado externo deverá chegar em janeiro de 2021.

► A vice-Presidente russa anunciou que os testes clínicos da segunda vacina russa contra a Covid-19, a EpiVacCorona que está a ser desenvolvida pelo Instituto Vector, começariam a 15 de novembro,

► O ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac chegou a ser suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina. Os testes foram retomados no dia 11.

► A 16 de novembro a farmacêutica Moderna revelou que a sua vacina experimental tem uma eficácia de 94,5% e, a 2 de dezembro,que produziu anticorpos persistentes 90 dias após a aplicação

► A agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

Este tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

► A 21 de Novembro a FDA concedeu a autorização de emergência à empresa de biotecnologia Regeneron para a utilização no país do tratamento com anticorpos monoclonais que o Presidente dos EUA recebeu em outubro contra a covid-19.

Portugal registou na quinta-feira mais 3.134 casos de infeção e mais 86 mortes associadas à doença covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia morreram em Portugal 5.278 pessoas dos 335.207 casos de infeção confirmados. Foram considerados curados mais 4.848 doentes, totalizando 259.548

Há mais 5 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 509. Em relação aos internamentos em enfermaria, há menos 28 pessoas internadas, totalizando agora 3.304.

A DGS refere também que as autoridades de saúde têm em vigilância 75.633 contactos, menos 772 em relação a quarta-feira, e que estão ativos menos 1.800 casos, totalizando 70.381.

Mais de 1,5 milhões de mortos e 68,8 milhões de casos no mundo

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.570.398 mortos resultantes de mais de 68.884.640 de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os países que registaram o maior número de novas mortes são os Estados Unidos, com 3.071 mortos, o Brasil (836) e o México (781)

A Índia, com 141.772 morto s e 9.767.371 casos, o México, com 111.655 morts e 1.205.229 casos e o Reino Unido, com 62.566 mortos e 1.766.819 casos de infeção são os países mais atingidos pela pandemia.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global