Tira-Teimas

A linguagem corporal define a personalidade, o caráter e a competência do árbitro

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

O árbitro é a autoridade em campo. Cabe-lhe o papel de "estraga prazeres" no futebol. O mesmo que se joga nos recreios ou entre amigos, que é livre, não tem censura nem guardião das regras.

Aí, quando alguém diz "falta", todos param. Com mais ou menos resmunguice, maior ou menor aceitação, a jogatana continua. A bola volta a rolar sem ninguém se chatear.

Mas o futebol moderno, nascido em Inglaterra em meados do século XIX, cresceu em dimensão e interesse. Mais e mais equipas, com mais e mais atletas e cada bez mais público "exigiram" a presença de um árbitro (primeiro) e dois fiscais-de-linha (mais tarde).

O apito foi a ferramenta encontrada para sinalizar a decisão. Tal como a corneta na tropa ou a sirene na polícia, foi o instrumento eleito para publicitar, para dentro e fora de campo, a decisão tomada.

Mas apitar só, por si, não chega. Mais importante é arbitrar. E arbitrar requer o uso de todos os sentidos (não apenas o da visão) e o recurso a várias formas de marcar presença em campo. Várias formas de se afirmar perante todos os outros agentes do jogo.

A linguagem corporal é uma delas. Não fala mas diz muito sobre a qualidade de quem dirige jogos e emoções. De quem gere pessoas com objetivos idênticos, em lados opostos da barricada.

O seu uso, mais ou menos assertivo, mais ou menos exuberante, marca a diferença entre um árbitro com qualidade e outro que se limita apenas a guardar o livro das regras debaixo do braço.

A linguagem corporal define a personalidade, o caráter e a competência de qualquer árbitro de futebol. Mais, muito mais do que o apito, o cartão ou a tomada de decisão.

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