Coronavírus

Bruxelas confirma adesão a COVAX e fecha novo contrato para compra de vacina

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Mecanismo COVAX pretende um acesso equitativo às vacinas contra a Covid-19 a preços acessíveis

Especial Coronavírus

A Comissão Europeia confirmou hoje a sua participação no mecanismo COVAX para um acesso equitativo às vacinas contra a Covid-19 a preços acessíveis e assinou mais um contrato para aquisição de 300 milhões de doses de vacina.

Segundo um comunicado, entrou hoje em vigor o contrato entre as farmacêuticas Sanofi-GSK e a Comissão Europeia para a aquisição pelos 27 Estados-membros da União europeia (UE) de 300 milhões de doses da vacina que estão a desenvolver para a covid-19, o segundo do género assinado por Bruxelas.

A Sanofi e a GSK procurarão igualmente fornecer em tempo útil uma parte significativa do seu abastecimento de vacinas através de uma colaboração com o Mecanismo de Acesso Mundial às Vacinas contra a covid-19 (COVAX) --- o pilar para as vacinas do acelerador do acesso aos meios de combate à COVID-19 para países de rendimento baixos e médios.

A Comissão já assinou um contrato com a AstraZeneca e continua a discutir acordos semelhantes com outros fabricantes de vacinas (Johnson & Johnson, CureVac, Moderna e BioNTech), com os quais concluiu conversações exploratórias.

UE contribui com 230 M€ mais 170 M€

No âmbito do COVAX, num esforço conjunto entre a Comissão Europeia e os 27 Estados-Membros da UE, a Equipa Europa contribuirá com um montante inicial de 230 milhões de euros em dinheiro através de um empréstimo do Banco Europeu de Investimento, apoiado pelo mesmo montante em garantias fornecidas pelo orçamento da UE.

Uma contribuição de 230 milhões de euros é equivalente a reservas ou opções para comprar 88 milhões de doses e a UE transferi-las-ia para países elegíveis do Compromisso de Mercado Avançado (AMC).

Esta contribuição é complementada com 170 milhões de euros em garantias financeiras a partir do orçamento da UE.

A Sanofi e a GSK estão a desenvolver uma vacina recombinante para a covid-19, utilizando técnicas inovadoras de ambas as empresas.

A Sanofi contribuirá com o seu antigénio da proteína S da covid-19, que se baseia em tecnologia do ADN recombinante.

A GSK contribuirá com a sua tecnologia adjuvante, particularmente importante numa situação de pandemia, uma vez que pode reduzir a quantidade de proteína necessária por dose de vacina, permitindo a produção de mais doses da vacina e assim ajudando a proteger mais pessoas.

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 239 projetos e 8 estão na fase de ensaios clínicos - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

Apesar do agora suspenso ensaio clínico, o projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca é um dos mais promissores, a que se juntam os da Pfizer e da BioNTech, da Moderna e de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses.

Mais de 946 mil mortos e 30,2 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a mais de 946.727 pessoas e mais de 30.218.930 foram infetadas em 196 países e territórios desde o início da epidemia de covid-19, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da agência AFP hoje às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa).

Pelo menos 20.346.800 pessoas já foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os países mais afetados

  • Estados Unidos com 197.655 mortes e 6.676.410 casos
  • Brasil com 134.935 mortes e 4.455.386 casos
  • Índia com 84.372 mortes (5.214.677 casos),
  • México com 72.179 mortes (684.113 casos)
  • Reino Unido com 41.705 mortes (381.614 casos).
  • Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 94 mortes por 100.000 habitantes,
  • Bélgica (86),
  • Espanha (65),
  • Bolívia (64)
  • Chile (64).
  • A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 85.255 casos (32 novos entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 80.455 recuperações.

América Latina e as Caraíbas totalizaram 318.527 mortes e 8.555.668 casos, a Europa 224.024 mortes (4.714.903 casos), Estados Unidos e Canadá 206.893 mortes (6.816.949 casos), Ásia 121.567 mortes (6.962.536 casos), Médio Oriente 41.399 mortes (1.753.986 casos), África 33.416 mortes (1.383.958 casos) e Oceânia 901 mortes (30.937 casos).

Portugal com 1.978 mortes e 66.396 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim desta quinta-feira a existência de um total de 1.978 mortes e 66.396 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.878 para 1.888 , mais 10 do que na quarta-feira: 5 na Região Norte, 2 no Centro, 2 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 1 no Alentejo.

O número de infetados aumentou de 65.626 para 66.396, mais 770 casos nas últimas 24 horas..

Links úteis

Mapa com os casos a nível global