Coronavírus

Covid-19: OMS alerta para taxas de transmissão alarmantes na Europa

Pascal Rossignol / Reuters

Europa regista quase 5 milhões de casos desde o início da pandemia.

Especial Coronavírus

A Organização Mundial de Saúde considerou que as taxas de transmissão da covid-19 na Europa são alarmantes, assinalando que o mês de setembro tem que ser um alerta.

"Temos perante nós uma situação muito grave, com mais casos semanais do que se verificava no primeiro pico da pandemia na Europa, em março passado. Na semana passada, o total de casos superou os 300 mil", afirmou o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, em conferência de imprensa virtual.

O responsável reconheceu que o número de novos casos reflete o número de testes realizados, mas considerou que revela "ritmos de contágio alarmantes" entre os 53 países da região.

Hans Kluge admitiu que existe entre as populações uma "fadiga natural" com a persistência de uma crise sanitária como a da covid-19 e que é preciso compreendê-la e saber em que situações é que coloca as pessoas em risco.

No entanto, a OMS ainda não recomenda medidas como as adotadas em França, como a redução do tempo de quarentena de 14 para sete dias, porque "mesmo uma ligeira redução na duração da quarentena" pode ter efeito na propagação da doença.

"O período de 14 dias é uma estimativa conservadora do período infeccioso" e, apesar de contemplar alguma incerteza, cobre "três a cinco dias antes e cinco dias depois do aparecimento dos sintomas".

Kluge encorajou os países europeus a tomarem "decisões baseadas na ciência" e a "explorarem opções de redução seguras".

"O conceito de quarentena tem que ser protegido, adaptado continuamente e bem comunicado, sem qualquer ambiguidade", defendeu.

O diretor regional da OMS pediu "coerência regional" aos países europeus, apontando que "a resposta à crise foi eficaz quando as ações foram rápidas e decididas", mas que "o vírus foi impiedoso quando se meteu a politização e a desinformação".

Com 4.893.614 casos e 226.524 mortes na região europeia, o impacto da pandemia manifesta-se também "de forma monumental na saúde mental, nas economias e nas sociedades".

Considerou que o confinamento adotado nos países europeus na primavera teve resultados, conseguindo-se em junho a maior redução no número de novos casos.

"Os números de setembro, no entanto, devem servir como um alerta para todos", salientou.

Mais de metade dos países da região da Europa "tiveram aumentos de novos casos diários superiores a 10 por cento nas últimas duas semanas" e sete nações viram o número de novos casos duplicar nesse período.

Na primeira semana de setembro, a faixa etária em que se verificam mais novos casos é entre os 25 e 49 anos, notou.

1.878 mortos e 65.626 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim desta quarta-feira a existência de um total de 1.878 mortes e 65.626 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.875 para 1.878, mais 3 do que na terça-feira, todas na região de Lisboa e Vale do Tejo

O número de infetados aumentou de 65.021,para 65.626 mais 605.

Setembro marcado por aumento de casos de Covid-19 em Portugal

O mês de setembro tem vindo a registar um aumento constante de novos casos de Covid-19, marcando uma nova fase da pandemia, mas ainda não se fala em segunda vaga.

São doentes mais novos, o que para já representa um menor risco para o Serviço Nacional de Saúde.

Mas o grande teste virá no inverno, já que é provável que a idade dos infetados comece a aumentar.

Mais de 936 mil mortos e 29,6 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a mais de 936.095 pessoas e 29.633.590 foram infetadas em 196 países e territórios desde o início da epidemia de covid-19, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

Pelo menos 19.787.400 casos já foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Nas últimas 24 horas foram registadas 6.257 novas mortes e 296.401 novos casos em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes são a Índia (1.290), Estados Unidos (1.250) e Brasil (1.113).

Países mais afetados

  • Estados Unidos com 195.961 mortes e 6.606.674 casos
  • Brasil com 133.119 mortos e 4.382.263 casos
  • Índia com 82.066 mortos (5.020.359 casos)
  • México com 71.678 mortos (676.487 casos)
  • Reino Unido com 41.664 óbitos (374.228 casos).
  • A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 85.214 casos (12 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortos e 80.437 recuperações.

A América Latina e as Caraíbas tiveram um total de 314.495 mortes e 8.403.067 caso, a Europa 222.734 (4.614.184 casos), Estados Unidos e Canadá 205.187 (6.745.229 casos), Ásia 118.964 (6.749.832 casos), Médio Oriente 40.771 (1.722.231 casos), África 33.066 (1.368.342 casos) e Oceânia 878 (30.713 casos).

Seis meses depois do início da pandemia, o mundo lida com a ameaça de uma segunda vaga

Seis meses depois de ter sido declarada a pandemia de Covid-19, o mundo lida agora com a ameaça ou, em muitos casos, com a realidade, de uma segunda vaga de contágios.

Mas há também países que acreditam ter conseguido travá-la, como a Austrália. O Governo prepara-se agora para aliviar as restrições impostas aos cidadãos.

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 239 projetos e 8 estão na fase de ensaios clínicos - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

O projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca é um dos mais promissores, a que se juntam os da Pfizer e da BioNTech, da Moderna e de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

  • 2:34