Coronavírus

Tratamento experimental com anticorpos contra o novo coronavírus com aprovação de emergência nos EUA

Laboratório Lilly

Eli Lilly

É o primeiro medicamento especificamente criado contra a Covid-19.

Especial Coronavírus

A agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

O tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus. Outros como o remdesivir e a dexametasona já receberam autorização para utilização contra a Covid-19 depois de terem mostrado alguma eficácia, mas eram moléculas que já existiam para o tratamento de outras doenças.

Pouco mais de um mês depois de a farmacêutica norte-americana Eli Lilly ter entregue o pedido, a FDA concordou com uma "autorização para uma utilização de emergência", com base em ensaios clínicos em 465 adultos não hospitalizados.

Este tratamento está assim restringido a adultos e crianças com mais de 12 anos, com pelo menos 40 kg e que correm "risco elevado de progredir para uma Covid-19 severa e/ou para uma hospitalização".

Cópia fabricada de um anticorpo que o corpo humano cria para combater infeções

Tratamento experimental bamlanivimab da Lilly contra a Covid-19

Tratamento experimental bamlanivimab da Lilly contra a Covid-19

Eli Lilly

O tratamento bamlanivimab é feito com uma única injeção intravenosa.

O Presidente dos EUA Donald Trump recebeu em outubro um tratamento semelhante - um cocktail de anticorpos desenvolvido pela norte-americana Regeneron e que Trump elogiou após a sua recuperação.

Estes anticorpos fabricado e depois inoculados imitam o que o sistema imunitário faz após a infeção pelo novo coronavírus, bloqueando os "picos" do vírus que lhe permitem fixar nas células humanas e penetrá-las.

É o tratamento considerado como o mais eficaz no início da infeção, quando os anticorpos ainda têm hipótese de controlar o invasor e não numa segunda fase da Covid-19, quando o perigo já nem é o próprio coronavírus mas a extrema reação do sistema imunitário que ataca os pulmões e outros órgãos.

Nos ensaios clínicos o bamlanivimab "reduziu a necessidade de hospitalização ou idas às urgências em pacientes com COVID-19 de alto risco.nos 28 dias após a injeção".

Esta autorização urgente e temporária da FDA vai permitir que hospitais e médicos norte-americanos utilizem este tratamento fora dos ensaios clínicos, mas sempre de forma controlada no caso de alguma reação adversa grave.

Os dados científicos da eficácia deste tratamento ainda são limitados, mas a FDA considera que neste momento faz sentido a autorização de emergência e limitar a habitual necessidade de provas científicas de forma a juntar mais uma arma ao arsenal de resposta à crise sanitária dado que o risco de ocorrência de efeitos secndários graves é limitada.

"É razoável considerar que os benefícios conhecidos e potenciais do bamlanivimab (...) ultrapassam os riscos conhecidos e potenciais", escreve a diretora científica da FDA, Denise Hinton, na carta de autorizaçao.

Laboratório Lilly

Laboratório Lilly

Eli Lilly

Avanços na vacina contra a Covid-19

Esta semana mal começou e já tem sido pródiga em notícias sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2.

A farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou na segunda-feira que a sua vacina contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes.

Nesse mesmo dia, o porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e hoje Putin veio garantir que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

Hoje foi noticiado que o ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac foi suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina.

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 259 projetos e 54 estão na fase de ensaios clínicos, sendo que 10 estão na fase III - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

O projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca é um dos mais promissores, a que se juntam os da Pfizer e da BioNTech, da Moderna, dos laboratórios Sanofi e GSK, de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses, a CoronaVac do laboratório SinoVac.

Plataforma global COVAX

O mecanismo COVAX é uma plataforma global para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, para um acesso equitativo às vacinas a preços acessíveis.

Participam vários países, instituições e organizações, como a União Europeia.

No total, de acordo com os últimos dados oficiais em outubro, 184 países aderiram até agora ao mecanismo internacional de compra e distribuição de vacinas: 92 países de rendimentos baixos e médios que receberão as doses gratuitas e 92 países de " rendimento alto" que passarão pela Covax para se abastecerem, mas terão de pagar pelas doses do próprio bolso.

Pandemia já matou mais de 1,26 milhões de pessoas no mundo

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 1.263.890 no mundo desde que a OMS relatou o início da doença no final de dezembro, segundo o levantamento feito pela AFP de fontes oficiais às 11:00 de hoje.

Mais de 50.907.770 casos de contágio pelo SARS-CoV-2 foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 33.121.400 pessoas já foram consideradas curadas.

Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus últimos relatórios são a França com 548 novas mortes, Espanha (512) e os Estados Unidos (489).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 238.251 mortes para 10.110.552 casos, de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 3.928.845 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Brasil com 162.628 mortes e 5.675.032 casos, a Índia com 127.059 mortes (8.591.730 casos), o México com 95.255 mortes (972.785 casos) e o Reino Unido Unidos com 49.063 mortes (1.213.363 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica tem o maior número de mortes em relação à sua população, com 114 mortes por 100.000 habitantes, seguida do Peru (106), Espanha (84), Brasil (77).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.267 casos (22 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 81.187 pessoas já recuperadas da doença.

A América Latina e o Caribe tiveram um total de 413.838 mortes para 11.673.023 casos relatados hoje às 11:00, a Europa 311.035 mortes (13.031.112 casos), os Estados Unidos e Canadá 248.791 mortes (10.375.229 casos), a Ásia 178.001 mortes (11.126.994 casos), o Médio Oriente 65.666 mortes (2.777.847 casos), a África 45.618 mortes (1.893.627 casos) e a Oceania 941 mortes (29.947 casos).

Portugal com 2,959 mortes e 183.420 casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta segunda-feira que há mais 63 mortes e 4096 novos casos de covid-19 em Portugal. No total, o país regista 2.959 vítimas mortais e 183.420 infetados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Estão 391 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos e 2651 pessoas internadas em enfermaria. .

A DGS revela que estão ativos 78.378 casos de infeção e foram dados como recuperados 102.083 doentes desde o início da pandemia.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global