Coronavírus

Teste à Covid-19 fabricado em África custa 1 dólar

Poderá revolucionar a testagem no continente com mais de 1,9 milhões de infetados.

Especial Coronavírus

Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, a África pode estar pronta para dar um grande passo na detenção do vírus com um novo teste rápido feito no Senegal e que custa apenas 1 dólar.

O Instituto Pasteur, centro de investigação em Dacar, Senegal, está muito perto de produzir um teste rápido e barato para diagnosticar a Covid-19 em poucos minutos.

O diretor Amadou Sall disse à CNN que esperam conseguir que o teste não custe mais do que 1 dólar.

"É uma tecnologia muito simples, como um teste de gravidez que pode ser usado em qualquer lugar, o que é muito importante em África".

O teste não requer nem eletricidade nem análises laboratoriais. Consiste numa simples tira de teste dentro de um invólucro de plástico onde é colocada uma pequena amostra de sangue, recolhida por uma picada no dedo, semelhante ao testar à insulina. O sangue é testado para anticorpos ao novo coronavírus e o resultado é mostrado na tira de teste.

Através de parcerias com laboratórios e empresas britânicas, o Instituto Pasteur de Dacar espera alcançar entre 10 a 15 milhões de kits de teste em fevereiro de 2021.

África ultrapassa 1,9 milhões de infetados

África registou nas últimas 24 horas mais 345 mortes relacionadas com a covid-19, aumentando para 45.954 o total de vítimas mortais do novo coronavírus, que já infetou 1.904.820 pessoas na região, segundo dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nos 55 Estados-membros da organização registaram-se nas últimas 24 horas mais 13.076 casos de infeção com o novo coronavírus.

O número de recuperados é agora de 1.607.108, mais 9.968 do que na véspera.

O maior número de casos de infeção e de mortes regista-se na África Austral, com 827.660 infeções e 21.470 mortes por covid-19. Nesta região, a África do Sul, o país mais afetado do continente, contabiliza um total de 740.254 casos de infeção e 19.951 mortes.

O norte de África, a segunda zona mais afetada pela pandemia, regista um total de 589.130 pessoas infetadas e 16.026 mortos e na África Oriental há 231.368 casos e 4.494 vítimas mortais.

Na região da África Ocidental, o número de infeções é de 195.067, com 2.800 vítimas mortais, e a África Central regista 61.595 casos e 1.164 óbitos.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 6.394 mortos e 109.654 infetados, seguindo-se Marrocos, que contabiliza 4.425 vítimas mortais e 265.165 casos de infeção.

A Argélia surge logo a seguir, com 63.446 infeções e 2.077 mortos.

Entre os seis países mais afetados estão também a Etiópia, que regista 100.327 casos de infeção e 1.537 vítimas mortais, e a Nigéria, com 64.336 infetados e 1.160 mortos.

Em relação aos países africanos que têm o português como língua oficial, Angola lidera em número de mortos e Moçambique tem o maior número de casos.

Angola regista 308 óbitos e 12.816 casos, seguindo-se Cabo Verde (101 mortos e 9.499 casos), Moçambique (99 mortos e 13.892 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.102 casos), Guiné-Bissau (43 mortos e 2.419 casos) e São Tomé e Príncipe (16 mortos e 962 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

Avanços na vacina e tratamento contra a Covid-19

Na segunda semana de novembro várias boas notícias foram chegando sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2 bem como um tratamento novo.

► A farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou na segunda-feira que a sua vacina contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes.

► Nesse mesmo dia 9 de novembro, o porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e no dia seguinte Putin garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

► Na terça-feira, 10 de novembro, foi noticiado que o ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac foi suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina.

► Ainda na segunda-feira, mas já terça em Portugal, a agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

O tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

Pandemia já matou mais de 1,26 milhões de pessoas no mundo

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 1.263.890 no mundo desde que a OMS relatou o início da doença no final de dezembro, segundo o levantamento feito pela AFP.

Mais de 50.907.770 casos de contágio pelo SARS-CoV-2 foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 33.121.400 pessoas já foram consideradas curadas.

Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus últimos relatórios são a França com 548 novas mortes, Espanha (512) e os Estados Unidos (489).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 238.251 mortes para 10.110.552 casos, de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 3.928.845 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Brasil com 162.628 mortes e 5.675.032 casos, a Índia com 127.059 mortes (8.591.730 casos), o México com 95.255 mortes (972.785 casos) e o Reino Unido Unidos com 49.063 mortes (1.213.363 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica tem o maior número de mortes em relação à sua população, com 114 mortes por 100.000 habitantes, seguida do Peru (106), Espanha (84), Brasil (77).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.267 casos (22 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 81.187 pessoas já recuperadas da doença.

A América Latina e o Caribe tiveram um total de 413.838 mortes para 11.673.023 casos relatados hoje às 11:00, a Europa 311.035 mortes (13.031.112 casos), os Estados Unidos e Canadá 248.791 mortes (10.375.229 casos), a Ásia 178.001 mortes (11.126.994 casos), o Médio Oriente 65.666 mortes (2.777.847 casos), a África 45.618 mortes (1.893.627 casos) e a Oceania 941 mortes (29.947 casos).

Portugal ultrapassa as 3 mil mortes

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta terça-feira que há mais 62 mortes e 3817 novos casos de Covid-19 em Portugal. No total, o país regista 3021 vítimas mortais e 187.237 infetados pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas estão menos 9 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 382.

Em relação aos internamentos em enfermaria estão 2742 pessoas internadas, mais 91 do que na segunda-feira.

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 259 projetos e 54 estão na fase de ensaios clínicos, sendo que 10 estão na fase III - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

O projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca é um dos mais promissores, a que se juntam os da Pfizer e da BioNTech, da Moderna, dos laboratórios Sanofi e GSK, de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses, a CoronaVac do laboratório SinoVac.

Plataforma global COVAX

O mecanismo COVAX é uma plataforma global para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, para um acesso equitativo às vacinas a preços acessíveis.

Participam vários países, instituições e organizações, como a União Europeia.

No total, de acordo com os últimos dados oficiais em outubro, 184 países aderiram até agora ao mecanismo internacional de compra e distribuição de vacinas: 92 países de rendimentos baixos e médios que receberão as doses gratuitas e 92 países de " rendimento alto" que passarão pela Covax para se abastecerem, mas terão de pagar pelas doses do próprio bolso.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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